9 de Dezembro de 2015 / às 20:15 / em 2 anos

Bovespa sobe 3,75% impulsionada por Petrobras e bancos, com quadro político no radar

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou com o seu principal índice em alta de quase 4 por cento nesta quarta-feira, após três pregões de perdas, em movimento guiado pelas ações da Petrobras e do setor financeiro, com a política no pano de fundo.

O Ibovespa subiu 3,75 por cento, a 46.108 pontos. Nos três pregões anteriores, o índice acumulou queda de 4,2 por cento. O volume financeiro somou 7,78 bilhões de reais.

Profissionais de renda variável atrelaram os fortes ganhos a coberturas de posições vendidas face a repercussão favorável no mercado dos últimos eventos ligados ao pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Nesta quarta-feira, o governo sofreu um novo revés na Câmara dos Deputados, imposto pela maioria dos deputados do PMDB que decidiu trocar a liderança da bancada, antes alinhada ao Executivo.

Na véspera, o governo já havia sido derrotado na eleição para os membros da comissão que analisará a questão do impeachment na Casa, com vitória da oposição. À noite, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu provisoriamente a decisão.

O Ibovespa avançou 4,49 por cento na máxima do dia, logo após a abertura positiva de Wall Street, mas atenuou os ganhos conforme os pregões em Nova York perderam o fôlego, diante da fraqueza do petróleo e queda das ações da Apple.

O entendimento entre profissionais do mercado é o de que a volatilidade no mercado local tende a permanecer elevada, com investidores não convencidos a assumir posições relevantes até alguma definição sobre a questão do impeachment.

DESTAQUES

=PETROBRAS (PETR3.SA)(PETR4.SA) fechou com as ações ordinárias em alta de 10,77 por cento, maior ganho desde 3 de novembro, enquanto as preferenciais saltaram 7,29 por cento, resistindo ao enfraquecimento dos preços do petróleo. No pano de fundo dos negócios, notícia de que a companhia estaria oferecendo vender até 10 por cento da área de Libra no pré-sal, disseram fontes à Reuters. Também esteve no radar audiência pública nos Estados Unidos de ação judicial envolvendo a estatal naquele país.

=ITAÚ UNIBANCO e BRADESCO fecharam em alta de 5,42 e 5,02 por cento, respectivamente, após perdas recentes. Nos três pregões anteriores, Itaú caiu cerca de 4 por cento e Bradesco recuou ao redor de 4,5 por cento. BANCO DO BRASIL disparou 10,07 por cento, maior alta percentual diária desde outubro de 2014.

=BR PROPERTIES subiu 6,28 por cento antes de um leilão de venda das ações previsto para a quinta-feira, em operação que deve movimentar 442,5 milhões de reais. Em aviso à Agência Bovespa na terça-feira, a corretora do BTG Pactual informou que leiloará 59 milhões de ações da empresa de imóveis comerciais, ao preço de 7,50 reais por papel. O nome do acionista não foi revelado, mas fonte a par do assunto disse à Reuters que se trata do banco BTG Pactual.

=SUZANO PAPEL E CELULOSE caiu 3,58 por cento, em movimento acompanhado por todo o setor de papel e celulose, diante do declínio do dólar ante o real. Analistas do BTG Pactual também citaram em nota a clientes que dados da consultoria finlandesa Foex da véspera mostraram nova queda no preço da celulose na semana. A empresa venceu o leilão de uma das áreas no porto de Santos, realizado nesta quarta-feira, com lance de 115 milhões de reais.

=BTG PACTUAL, que não está no Ibovespa, derreteu quase 12 por cento, marcando nova cotação mínima histórica, a 13,22 reais, ainda pressionado pelos temores sobre o rumo do grupo financeiro após a prisão do seu ex-acionista controlador e fundador, André Esteves. Desde a fatídica quarta-feira de 25 de novembro, o papel acumula perda de quase 60 por cento. Os papéis ampliaram ainda mais a queda após leilão de units do BTG por volta das 16h, intermediado pela corretora BTG Pactual, com oferta inicial de 500 mil papéis a 13,44 reais. De acordo com operadores, o leilão totalizou cerca de 800 mil papéis, a 13,40 reais.

=BRASIL PHARMA despencou 23 por cento, a 6,06 reais, nova mínima recorde, contaminada pelo noticiário envolvendo BTG Pactual, sócio na rede de drogarias. O chairman e um dos principais sócios do BTG, Persio Arida, afirmou no último dia 2 que o grupo sairia de ativos considerados não estratégicos para se concentrar no negócio bancário e reforçar sua liquidez. Na segunda-feira, companhia informou que seguiria com um plano de oferta de ações que pode levantar até 600 milhões de reais. O jornal O Estado de S.Paulo informou nesta quarta-feira que o Grupo Ultra se interessaria por parte dos ativos da empresa, mas não pelo todo.

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