30 de Dezembro de 2015 / às 22:05 / 2 anos atrás

Atraso em refinaria e alta da demanda causam falta de gasolina no Nordeste, diz fonte

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um atraso na partida de uma unidade da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, e o aumento da demanda por combustíveis acima do esperado causaram a falta de gasolina no Nordeste do país, afirmou nesta quarta-feira uma fonte da Petrobras (PETR4.SA) com conhecimento direto do assunto.

A unidade, sobre a qual a fonte preferiu não entrar em detalhes, estava passando por uma manutenção periódica e teve seu retorno à operação atrasada em cinco dias.

“Deixou-se de produzir por esse atraso cerca de 15 mil a 20 mil metros cúbicos de gasolina em Cubatão. Parte da gasolina processada em São Paulo atende ao mercado do Nordeste”, explicou a fonte à Reuters, na condição de anonimato.

Inaugurada em 1955, a RPBC foi a primeira refinaria a ser construída pela Petrobras e tem capacidade instalada para processar 178 mil barris de petróleo por dia.

A fonte frisou, no entanto, que o principal motivo para a falta de combustíveis foi um aumento inesperado da demanda e que a expectativa é que a situação se normalize até o fim da semana.

Procurada, a Petrobras informou que houve atrasos na entregas de gasolina em alguns locais de Pernambuco e Paraíba, em virtude de demora na atracação de navios de cabotagem. Mas não entrou em detalhes sobre quais seriam os motivos.

A empresa disse que um navio atracou na terça-feira na Paraíba, para entregas de gasolina no Estado, enquanto outro com o mesmo objetivo atracou nesta quarta-feira em Pernambuco.

O diretor do Sindipetro Litoral Paulista (Sindipetro-LP), filiado à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Marcelo Juvenal, afirmou à Reuters que a RPBC tem sofrido problemas operacionais decorrentes da greve dos petroleiros em novembro.

Isso porque a companhia, segundo Juneval, teria realizado manutenções com equipes terceirizadas sem que funcionários da unidade estivessem presentes para acompanhar. Agora, segundo o sindicalista, vários equipamentos apresentam problemas.

“Nós havíamos pedido para negociar a parada de unidades da refinaria com precaução, mas ignoraram. Algumas paradas foram feitas em cima da hora... A Petrobras tinha que ter aguardado o fim da greve para fazer as manutenções”, afirmou Juvenal.

A greve dos sindicatos filiados à FNP teve início no fim de outubro, avançando em grande parte de novembro, com forte adesão dos petroleiros da refinaria de Cubatão.

O sindicalista destacou que, durante a greve, a refinaria passou a operar com apenas 40 por cento de sua capacidade.

Por Rodrigo Viga Gaier e Marta Nogueira

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