3 de Janeiro de 2016 / às 20:24 / em 2 anos

Ferramentas do Fed para alta dos juros são efetivas, diz Fischer

SAN FRANCISCO (Reuters) - Uma série de novas ferramentas financeiras destinadas a ajudar o Federal Reserve a alcançar sua alta histórica de juros no mês passado “provaram-se efetivas” e reduziram preocupações internas, disse o vice-presidente do banco central dos Estados Unidos neste domingo.

“Uma possível preocupação com as nossas políticas não convencionais tem diminuído recentemente, com os instrumentos de normalização do Federal Reserve mostrando-se eficazes no aumento da taxa de fundos federais seguindo a nossa reunião de dezembro”, disse Stanley Fischer, segundo no comando do Fed, em uma conferência de economia.

O Fed apertou a política monetária no mês passado pela primeira vez em quase uma década.

Para elevar as taxas de juros de perto de zero por cento, o Fed se baseou em uma relativamente nova taxa sobre as reservas excedentes dos bancos e em uma pouco testada recompra reversa para absorver algum dos 2,6 trilhões de dólares em reservas excedentes nos mercados financeiros.

“É claro que questões ainda devem aparecer durante a normalização do que poderíamos chamar de ajustes às nossas ferramentas, e nós permanecemos prontos para isso”, adicionou.

Um tema chave na conferência foi o chamado equilíbrio da taxa de juros real: o nível dos custos de endividamento associados a inflação estável e pleno emprego.

    A discussão sobre esta taxa parece começar a ser foco de definição para o Fed em 2016, com os formuladores de políticas buscando aumentar as taxas rapidamente suficiente para evitar a ameaça de inflação, mas lentamente o suficiente para manter a recuperação perdendo força.

    Fischer disse que esta taxa de equilíbrio, que é chave para prever quanto o Fed vai apertar a política em última análise, está agora em torno de zero e é provável que se mantenha baixa para a “política relevante futura”.

Ele adicionou que era difícil aumentar esta taxa e mitigar os riscos de executar a política monetária com taxas perto de zero, o que o Fed e outros grandes bancos centrais têm feito desde a crise financeira de 2007-2009.    

    John Williams, o presidente do Fed de San Francisco, argumentou no começo do dia que a taxa parece ficar provavelmente pelo menos quase zero até o final do ano.

Por Jonathan Spicer e Ann Saphir

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