7 de Janeiro de 2016 / às 19:08 / em 2 anos

Soja e milho deverão disputar espaços nos portos do Brasil em janeiro e fevereiro

SÃO PAULO (Reuters) - A escala de navios previstos para embarcar soja e milho no Brasil em janeiro e fevereiro indica que haverá forte competição entre os dois produtos por espaço nos portos, numa situação bem diferente da registrada no início de 2015.

Navio chinês é carregado com soja no porto de Santos. 19 de maio de 2015. REUTERS/Paulo Whitaker

Atualmente, há 90 navios previstos para carregar 5,04 milhões de toneladas de milho nos portos do país em janeiro e fevereiro, um volume 134 por cento acima do registrado 12 meses atrás, segundo dados da agência marítima Williams analisados pela Reuters.

A escala de navios de um ano atrás nem previa embarques em fevereiro --todo o volume de 2,16 milhões de toneladas estava agendado para janeiro.

Enquanto isso, a escala de navios para embarcar soja registra um aumento ainda mais substancial neste início de 2016.

A previsão atual para embarques em janeiro e fevereiro é de 1,68 milhão de toneladas, alta de 1.700 por cento ante o registrado nos line-ups de um ano atrás.

Assim como na escala de milho, um ano atrás ainda não havia nenhuma previsão de embarques de soja para fevereiro. Atualmente, já há quase 1 milhão de toneladas de soja na previsão do segundo mês do ano.

O Brasil está exportando volumes recordes de soja e milho nos últimos meses, na esteira de safras recorde no país e de um câmbio que favorece as vendas externas.

“É possível pensar que em função dos embarques fortes de milho, vai haver atraso no embarque da primeira soja (da colheita 2015/16)”, projetou o diretor de Inteligência de Mercado da corretora Cerealpar, Steve Cachia.

Apesar de um atraso no plantio --em função de seca-- e um consequente retardamento na colheita, as primeiras lavouras de soja do país já estão sendo colhidas.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) projeta que a colheita da oleaginosa no Estado, maior produtor de grãos do Brasil, deverá ser mais intensa entre o final de janeiro e fevereiro.

Em anos normais, de menor demanda externa por milho brasileiro, as exportações do cereal já começam a perder ritmo em fevereiro, dando espaço nos canais portuários para a nova safra da oleaginosa, que começa a chegar ao mercado.

“Vamos ter que, de novo, abrir mão de um em favor do outro, em um momento que o mercado está demandando os dois”, afirmou Cachia.

Por Gustavo Bonato

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