7 de Novembro de 2016 / às 16:41 / em 9 meses

Chinesa Cofco Agri busca expansão na indústria de cana do Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - A processadora de alimentos e comerciante de commodities chinesa Cofco Agri está de olho em oportunidades para expandir sua presença na indústria brasileira de moagem de cana, afirmou nesta segunda-feira o diretor global da empresa para açúcar, Marcelo de Andrade.

A Cofco não é a única empresa chinesa a investir fortemente no Brasil. A State Grid e a China Three Gorges têm sido extremamente ativas nos últimos anos, adquirindo ativos no setor elétrico. Companhias chinesas também levaram processadores de grãos do país.

"A Cofco é uma empresa que quer se expandir", disse Andrade a jornalistas, no intervalo de seminário sobre açúcar da LMC em São Paulo. "Nós estamos conversando com usinas, olhando para oportunidades, mas não vamos fazer nenhuma loucura."

Ele disse, no entanto, que com os altos preços do açúcar as empresas estão pedindo preços "absurdos" pelos ativos: de 80 a 100 dólares por tonelada de capacidade instalada de moagem.

Em comparação, quando o fundo Black River, da Cargill, comprou a usina Ruette no final do ano passado o preço era de cerca de 40 dólares por tonelada.

    "Acreditamos que um preço justo hoje seria de 50 a 75 dólares por tonelada de capacidade instalada", disse Andrade.

A Cofco, que é controlada pelo governo chinês, tem quatro usinas no Brasil, todas no principal cinturão produtor de São Paulo.

    A empresa vai moer 14,5 milhões de toneladas de cana na atual temporada, ante 11 milhões de toneladas do ano passado. O volume maior ocorreu devido a grandes investimentos na área agrícola, de acordo com Andrade.

    A Cofco espera esmagar 18 milhões de toneladas até 2019 por meio de investimentos nas suas usinas.

    A empresa aumentou sua produção de açúcar do Brasil este ano para 1,15 milhão de toneladas, ante 900 mil toneladas na temporada anterior.

A destinação de cana para a produção de açúcar subiu para 65 por cento do total, ante 55 por cento, e Andrade espera chegar a 67 por cento no próximo ano. O restante da cana vai para a produção de etanol.

Para a principal região produtora, o centro-sul do Brasil, ele disse que a produção de açúcar provavelmente permanecerá a mesma na próxima temporada em relação a este ano, em cerca de 35 milhões de toneladas.

Mas ele espera uma safra de cana menor na próxima temporada, abaixo dos 600 milhões de toneladas que a região provavelmente vai moer na atual safra.

"Tivemos secas, geadas, granizo, um pouco de tudo", disse ele. "E os canaviais, em geral, estão envelhecidos."

Reportagem de Marcelo Teixeira

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