27 de Novembro de 2016 / às 15:54 / em um ano

Tenho conversado sobre eventual redução dos juros no país, diz Temer

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer afirmou neste domingo que tem tido conversas na busca de uma eventual redução dos juros no país para ajudar a indústria, o comércio e o agronegócio e combater o desemprego, e disse que os resultados das medidas adotadas pela equipe econômica do governo vão aparecer no segundo semestre de 2017.

Presidente Michel Temer chega para entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasilia. 27/11/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

“Eu sei que sempre se coloca a questão dos juros. Num primeiro momento, houve uma pequena redução dos juros. É uma matéria que a Presidência da República não entra diretamente, porque isso faz parte de uma avaliação técnica do Banco Central, mas, evidentemente, o objetivo das conversas que eu tenho tido é na busca da eventual redução dos juros no país”, disse Temer a jornalistas em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, sem entrar em detalhes sobre as conversas.

Na sexta-feira, as taxas dos contratos futuros de juros de longo prazo terminaram com alta firme, pressionadas pelo cenário político doméstico tumultuado, que também puxou para cima o dólar ante o real, e ainda pelo avanço do rendimento dos Treasuries no exterior.

Esse ambiente de nervosismo doméstico pode ser mais um ingrediente a levar o Banco Central a continuar conservador no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana. Segundo operadores, a curva a termo nesta tarde mantinha como majoritária a aposta de redução de 0,25 ponto percentual da Selic, o que a levaria a 13,75 por cento.

Pesquisa Reuters com analistas também mostrou que o BC deve reduzir os juros na semana que vem em apenas 0,25 ponto percentual, mantendo a cautela diante da incerteza com eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos e de mais uma crise política no Brasil.

O Banco Central reduziu em outubro a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,00 por cento ao ano, primeiro corte em quatro anos, avaliando que uma flexibilização moderada e gradual é compatível com a convergência da inflação para a meta de 4,5 por cento nos próximos dois anos.

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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