2 de Dezembro de 2016 / às 19:47 / em um ano

Espanhola Ferrovial prepara oferta por linhas de energia da Isolux no Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo espanhol Ferrovial está em negociações para a aquisição de ativos de transmissão de eletricidade da também espanhola Isolux no Brasil, de acordo com documento enviado pela companhia ao órgão regulador do setor elétrico e visto pela Reuters.

O interesse da Ferrovial concentra-se em três lotes de empreendimentos da Isolux, sendo dois arrematados pela empresa em um leilão de concessões realizado pelo governo em 2015 e um resultante de uma licitação de 2014.

Os dois projetos licitados ano passado somam 700 quilômetros em linhas a serem implementadas no Pará e em Rondônia cujas obras ainda não iniciaram. Os contratos de concessão também ainda não foram assinados, em meio à falta de capacidade da Isolux para entregar garantias financeiras exigidas pela Aneel.

Já a outra linha no alvo do grupo Ferrovial, a Laranjal Transmissora, está em obras e envolve 105 quilômetros entre Pará e Amapá.

“Atualmente, estamos em fase de avaliação dos projetos e nossa intenção é apresentar uma oferta vinculante para sua aquisição muito rapidamente, em 22 de dezembro próximo, caso a due dilligence seja satisfatória e obtenhamos as aprovações internas aplicáveis”, afirma a Ferrovial na carta, disponibilizada pela Aneel em seu site nesta sexta-feira.

O documento não cita valores. Procuradas, Isolux e Ferrovial não comentaram imediatamente.

Segundo a Ferrovial, a intenção da empresa é fechar a compra das linhas para então fazer o aporte das garantias necessárias junto à Aneel e tocar os projetos.

A companhia também disse que poderá pedir para renegociar o prazo para conclusão das linhas do leilão de 2015, que já acumulam atraso de 15 meses em relação ao cronograma original. O pedido será formalizado “caso a due dilligence conclua que essa providência seja necessária”.

OLHO NA TRANSMISSÃO

A Ferrovial, que atua no setor de infraestrutura e serviços urbanos em mais de 20 países, incluindo o Brasil, afirmou ainda que tem “grande interesse” no setor de transmissão de energia elétrica do país.

A companhia destacou que já realizou neste ano a compra de uma transmissora de eletricidade que as brasileiras Alupar e Cemig operavam no Chile, a Transchile Charrúa.

“Pretendemos, subsequentemente, entrar no mercado brasileiro de transmissão, que vemos como naturalmente estratégico, por meio de aquisições e participações em futuros leilões”, afirma a empresa à Aneel.

Por Luciano Costa; Edição de Gustavo Bonato

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