20 de Janeiro de 2017 / às 13:07 / em 8 meses

"Não arruíne o comércio", dizem líderes do mercado emergente para Trump em Davos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa com repórteres na Trump Tower em Nova York, nos EUA 09/01/2017 REUTERS/Mike Segar

DAVOS, Suíça (Reuters) - A globalização é boa. Essa é a mensagem que os líderes dos países em desenvolvimento querem enviar do fórum de Davos ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que assumirá o cargo nesta sexta-feira.

Eles temem que qualquer retorno ao protecionismo possa arruinar décadas de crescimento econômico baseado no comércio, o que tirou incontáveis milhões da pobreza. Quanto aos problemas dos operários, a globalização tem ajudado a atingir uma inflação fraca e baixo desemprego para os norte-americanos também, argumentam eles.

Eleito com uma plataforma anti-imigração e protecionista, Trump já causou tumulto nos mercados financeiros de muitos países em desenvolvimento com ameaças de romper acordos comerciais e impor “um imposto de fronteira muito grande” sobre algumas importações.

Essa mensagem tem repercutido especialmente no México, devido ao receio de que empresas norte-americanas que produzem bens lá para exportações enfrentem pressão para se retirar, o que pode custar centenas de milhares de empregos e bilhões de dólares em receitas de exportação.

“A posição do continente africano é: não arruíne o comércio”, disse o ministro das Finanças da África do Sul, Pravin Gordhan, durante painel de discussão. “Não arruíne o potencial de crescimento em países em desenvolvimento, isso é crucial para a inclusão. Essas são as expectativas que a nova administração precisa ouvir.”

A mais forte defesa da globalização e do comércio foi feita pelo presidente da China, Xi Jinping. Ele comparou o protecionismo “a se trancar em um quarto escuro” e alertou os governos a não priorizarem seu próprio desenvolvimento às custas dos outros.

A China tem sido o maior beneficiário da globalização, tornando-se a maior economia exportadora do mundo. Mas isso veio em parte às custas dos trabalhadores norte-americanos, com estimativa de que quase um terço dos empregos industriais dos EUA foi perdido de 2000 a 2010.

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