26 de Janeiro de 2017 / às 12:06 / em 9 meses

Santander Brasil reduz meta de rentabilidade apesar de lucro recorde

Agência do Banco Santander no centro do Rio de Janeiro. 19/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares/File Photo

SÃO PAULO (Reuters) - O Santander Brasil revisou para baixo uma meta de rentabilidade de longo prazo, indicando os desafios à frente do maior banco estrangeiro em operação no país, apesar do lucro recorde no quarto trimestre.

Em uma apresentação após a divulgação do resultado do quarto trimestre nesta quinta-feira, o banco estabeleceu meta de retorno sobre o patrimônio de 15,6 por cento até dezembro de 2018, ante meta anterior de cerca de 17 por cento.

As outras metas não foram alteradas, incluindo o objetivo de chegar a dezembro de 2018 com uma inadimplência em linha com os rivais, conforme o presidente-executivo Sergio Rial busca reduzir a diferença com rivais maiores melhorando a experiência do cliente, mantendo um controle sobre as despesas e mirando áreas mais rentáveis.

A gestão de Rial gerou um crescimento recorde de lucros durante o ano passado, apesar da recessão mais acentuada do país e do impacto de um ciclo de crédito que levou a inadimplência para níveis recorde.

O Santander Brasil divulgou lucro acima do esperado no quarto trimestre mais cedo nesta quinta-feira, refletindo uma alta na receita com tarifas e queda nas provisões para crédito de liquidação duvidosa.

O lucro líquido gerencial de 1,989 bilhão de reais para o quarto trimestre, seu melhor resultado trimestral, ante consenso entre analistas de lucro de 1,613 bilhão de reais. No mesmo período de 2015, registrou lucro de 1,607 bilhão de reais.

A receita com serviços financeiros, ou receita com tarifas, saltou 12 por cento em relação ao trimestre anterior, ajudando a ofuscar o declínio de 5 por cento na receita com juros. As despesas cresceram ligeiramente abaixo da inflação, enquanto as provisões caíram 6 por cento na comparação trimestral devido a controles mais rígidos de risco de crédito.

O banco registrou índice de inadimplência de operações de crédito vencidas há mais de 90 dias de 3,4 por cento ante 3,2 por cento no mesmo período de 2015 e de 3,5 por cento no terceiro trimestre.

Reportagem de Guillermo Parra-Bernal

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