26 de Janeiro de 2017 / às 21:42 / 7 meses atrás

Bovespa fecha acima de 66 mil pontos pela 1ª vez em quase 5 anos com suporte de bancos

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou no azul pelo quarto pregão consecutivo nesta quinta-feira, sustentando-se acima da marca de 66 mil pontos pela primeira vez em quase cinco anos, em uma sessão amplamente positiva para papéis do setor bancário.

O Ibovespa encerrou com ganho de 0,53 por cento, a 66.190 pontos, no maior nível desde 26 de março de 2012. Na máxima da sessão, o índice avançou 1,14 por cento, a 66.593 pontos.

O giro financeiro somou 8,9 bilhões de reais, ante uma média diária de 6,88 bilhões apurada para 2017 até a véspera.

Operadores explicam que o mercado acionário doméstico se ajustou nesta quinta-feira ao forte desempenho das bolsas internacionais na véspera, quando a Bovespa esteve fechada devido ao feriado na cidade de São Paulo.

"A quarta-feira foi muito positiva lá fora, nossas ADRs (recibos de ações negociadas nos EUA) subiram bem, então a alta de hoje é explicada principalmente pelo forte avanço dos outros mercados ontem", disse o economista Hersz Ferman, da Elite Corretora.

Desde o começo do ano, o Ibovespa acumula valorização de quase 10 por cento, após encerrar no azul em 12 dos 18 pregões até agora em 2017.

"A bolsa tem subido bastante porque os fundamentos e as perspectivas para o Brasil têm melhorado bastante também", disse Ferman. O economista vê, no entanto, espaço para possíveis realizações de lucros nos próximos pregões.

DESTAQUES

- BANCO DO BRASIL ON disparou 6,31 por cento, no melhor desempenho do Ibovespa, após um pregão amplamente positiva para o setor financeiro. Em relatório, o Credit Suisse elevou o preço-alvo da ação do banco estatal para 36 reais, de 27 reais, dizendo que as medidas tomadas pela administração parecem conduzir a instituição para resultados melhores. Já o SANTANDER BRASIL UNIT subiu 2,51 por cento, após o grupo espanhol divulgar resultado acima do esperado para o Brasil no quarto trimestre. Entre outros bancos, ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,35 por cento e BRADESCO PN se valorizou 2,24 por cento.

- MARFRIG ON avançou 5,1 por cento, fechando com o segundo melhor desempenho do índice, após notícia de que a empresa planeja retomar o projeto de abrir o capital de sua subsidiária norte-americana Keystone Foods. Além disso, o conselho de administração da companhia aprovou aumento de capital de 2,15 bilhões de reais relativo à subscrição de 99.979.068 ações ordinárias decorrente da conversão obrigatória de 214.955 debêntures.

- VALE PNA e ON recuaram 1,54 e 1,55 por cento, respectivamente, apesar da firmeza dos preços do minério de ferro na China. Analistas disseram que os papéis da mineradora foram alvo de realização de lucros, uma vez que acumulam valorização de cerca de 37 e 31 por cento, respectivamente, em 2017.

- PETROBRAS PN recuou 1,5 por cento e PETROBRAS ON caiu 1,92 por cento, na contramão das cotações do petróleo, que subiram em meio à fraqueza do dólar. Investidores digerem o resultado da oferta de recompra de títulos pela estatal e divulgação das reservas provadas de petróleo da empresa, que caíram pela primeira vez em seis anos em 2016, para 12,5 bilhões de barris de óleo equivalente.

- CCR ON subiu 2,46 por cento. Nesta quinta-feira, a operadora de concessões de infraestrutura informou que, entre as opções de capitalização disponíveis no mercado, estuda a viabilidade de realizar uma oferta pública de ações.

- BANRISUL PNB, que não compõe o Ibovespa, subiu 14,2 por cento, tendo a maior alta do índice de small caps, que avançou 1,28 por cento. Conforme operadores, as ações reagem à possibilidade de privatização do banco. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, a privatização do banco é condição para ajuda do governo federal ao Rio Grande do Sul.

- OI ON saltou 8,06 por cento, e OI PN ganhou 3,53 por cento, com investidores atentos aos desdobramentos do processo de recuperação judicial da operadora. A Reuters noticiou que a corte holandesa adiou até 2 de fevereiro decisão sobre converter os procedimentos de suspensão de pagamentos de subsidiárias da Oi no país em falência.

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