10 de Fevereiro de 2017 / às 20:09 / em 7 meses

S&P eleva rating da Petrobras para "BB-"; melhora perspectiva para estável

Logo da Petrobras em tanque da empresa em São Caetano do Sul, no Brasil 28/09/2016 REUTERS/Paulo Whitaker/File Photo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou o rating da Petrobras nesta sexta-feira para “BB-”, ante “B+”, citando melhoria da liquidez e estrutura de capital mais equilibrada, enquanto a perspectiva para a companhia foi alterada para “estável”, ante “negativa”.

A elevação do rating, segundo explicou a S&P em nota, teve como contribuição a estratégia da gestão da petroleira estatal de focar na aceleração da redução da dívida e no fortalecimento da posição de liquidez.

“Em nossa opinião, o estabelecimento da política de preços apoia a visibilidade dos fluxos de caixa e uma estrutura de capital mais equilibrada”, disse a S&P.

Após a revisão da S&P, as ações da Petrobras ampliaram alta e fecharam com ganhos de 3,46 por cento (preliminar).

Em contrapartida, a S&P ponderou que as mudanças estruturais realizadas na empresa ainda estão em fase inicial e que a maior incerteza é sobre a capacidade de a Petrobras sustentar essas mudanças após possíveis trocas na gestão e no governo.

Já sobre a perspectiva estável, a S&P explicou que está baseada na expectativa de a Petrobras manter sua posição de liquidez, mesmo diante de sua grande dívida, a maior para uma empresa de petróleo no mundo.

“As perspectivas também refletem nossa visão de que a consistência da nova política de preços deve permitir à empresa melhorar sua geração de fluxo de caixa e continuar a desalavancagem”, afirmou a S&P.

Em encontro com jornalistas em janeiro, o diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro, afirmou esperar que agências de classificação de risco elevassem suas notas de crédito neste ano, com os avanços obtidos nas finanças da empresa.

Há um ano, a S&P havia reduzido o rating da Petrobras para “B+”, ante BB, com perspectiva negativa, em decorrência da alteração da nota soberana do Brasil, e reafirmou a nota de crédito e a perspectiva em julho.

Por Marta Nogueira

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