14 de Fevereiro de 2017 / às 21:10 / 9 meses atrás

ENTREVISTA-Itaú Unibanco reduz piso para aplicação em fundos de sua plataforma aberta

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco está reduzindo exigências de entrada para alguns fundos de terceiros ofertados por meio de sua plataforma aberta de investimentos Personnalité Seleção, seu serviço para correntistas de alta renda, disse à Reuters o diretor de investimentos da instituição.

O banco decidiu reduzir para 100 mil reais --anté piso anterior de 300 mil-- o volume global de investimentos que um cliente deve ter no banco para poder entrar em dois fundos de gestores independentes oferecidos na plataforma. O Personnalité reúne clientes com renda mensal a partir de 10 mil reais ou com investimentos financeiros de 100 mil a um milhão de reais.

Um dos fundos é da Adam Capital, o Novo Adam, de Márcio Appel. O outro é da Garde Asset Management, de Marcelo Giufrida. Além disso, o saldo inicial para aplicação no Verde Patrimônio, da Verde Asset Management, do gestor Luís Stuhlberger, é de 1 milhão de reais, ante 1,5 milhão do outro fundo da gestora, o Verde Vista.

Os valores de entrada no Itaú eram maiores até do que os pedidos pelos próprios gestores na captação direta ou feita por distribuidores independentes.

“Entendemos que a exigência menor vai dar acesso a mais gente”, disse à Reuters o diretor de investimentos do Itaú, Cláudio Sanches.

Com o movimento, o Itaú Unibanco avança na tentativa de dar corpo à plataforma criada no final de 2016, que reúne produtos de respeitados gestores do mercado, que juntos têm cerca de 3 bilhões de reais administrados. O volume é pequeno, considerando que o banco, terceiro maior gestor de fundos do mercado, tinha mais de 500 bilhões de reais sob sua administração no fim de 2016, segundo dados da Anbima.

A iniciativa vem na esteira da popularização de plataformas independentes, tais como a XP Investimentos, que tem justamente o varejo de alta renda como um de seus alvos principais. Quase simultaneamente com o Itaú Unibanco, o BTG Pactual também lançou uma plataforma aberta de investimentos para seus clientes em novembro passado.

Em preparação para ampliar a oferta para uma base maior de clientes, o Itaú Unibanco treinou uma equipe de cerca de 500 funcionários para explicar o funcionamento da plataforma aberta.

Segundo Sanches, os incentivos internos para venda de produtos de investimento do próprio banco ou dos gestores da plataforma aberta são exatamente os mesmos. “A orientação é oferecer sempre o melhor produto, seja nosso ou não”, disse o executivo.

Os fundos de gestores externos ainda não estão sendo oferecidos a clientes do Citi, cuja operação brasileira foi comprada pelo Itaú no ano passado, mas ainda depende de aprovação de órgãos reguladores. O Citi tinha uma plataforma aberta de investimentos bastante conhecida no mercado.

Segundo Sanches, o Itaú planeja diversificar as classes de fundos, passando a ofertar também produtos de renda variável, além dos atuais das categorias renda fixa e multimercado.

Mas o executivo ressalva que não há planos de abrir demais o leque. “A ideia é não ter produtos demais porque isso pode até complicar a decisão dos clientes”, disse.

As taxas de administração são iguais às cobradas pelos gestores na captação direta. A diferença no caso da parceria é que os valores captados por meio da plataforma aberta geram uma remuneração ao banco conhecida no jargão do mercado como rebate.

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