22 de Fevereiro de 2017 / às 13:05 / 7 meses atrás

Comissão Europeia adverte economias da França, Alemanha e Itália sobre desequilíbrios

BRUXELAS (Reuters) - A Comissão Europeia alertou a França dois meses antes das eleições que sua economia está desequilibrada e necessita de reformas, repreendendo também Alemanha e Itália.

O braço executivo da União Europeia publicou nesta quarta-feira revisões sobre as economias de vários países identificadas em novembro passado como tendo “desequilíbrios” ou “desequilíbrios excessivos”, como grandes dívidas públicas, déficits orçamentários ou superávits comerciais.

A França, que realiza eleições presidenciais em abril e maio, teve desequilíbrios excessivos, disse a Comissão, observando que mesmo havendo alguma melhora ela não foi suficiente.

“Embora reformas recentes constituam um progresso notável, alguns desafios ainda precisam ser enfrentados e mais ação será necessária, principalmente para aumentar a eficiência dos gastos públicas e dos impostos, para reformar o salário mínimo e o sistema de auxílio-desemprego e para melhorar o sistema de educação e ambiente empresarial”, disse a comissão.

A Alemanha, maior economia da Europa, teve um superávit de conta corrente persistente que mostrou que os alemães estão economizando muito e investindo de forma insuficiente. A redução do excedente beneficiaria toda a zona euro, disse a Comissão.

Ela observou que o investimento público na Alemanha aumentou nos últimos anos, mas ainda é baixo como proporção do Produto Interno Bruto quando comparado com o resto da zona do euro, especialmente devido ao excedente orçamental e às necessidades de investimento do país.

A Comissão advertiu também a terceira maior economia da zona do euro, a Itália, tem que cumprir as suas promessas de reduzir o seu déficit orçamental estrutural em 0,2 por cento do PIB até o final de abril.

A Comissão disse que, se Roma não fizer isso, o Executivo da UE adotará medidas disciplinares contra o país porque a Itália estaria infringindo a regra da UE de que a dívida pública deve cair a cada ano, em vez de aumentar.

Por Jan Strupczewski

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