16 de Março de 2017 / às 21:57 / 5 meses atrás

Leilão de aeroportos mostra retomada de credibilidade do Brasil, diz ministro

SÃO PAULO (Reuters) - O leilão de concessão dos aeroportos de Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis realizado nesta quinta-feira mostrou que o Brasil retomou a credibilidade junto ao mercado internacional, afirmou nesta quinta-feira o ministro de Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella. "O resultado do leilão coloca o país na rota de investimentos nacionais e internacionais", disse Quintella a jornalistas na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, destacando a "participação de empresas que são verdadeiras grifes em operação aeroportuária no mundo". A francesa Vinci arrematou Salvador, com lance de 660,9 milhões de reais, a alemã Fraport levou além de Fortaleza, por 425 milhões de reais; Porto Alegre, por 290,5 milhões de reais. A suíça Zurich ficou com Florianópolis, ofertando 83,3 milhões.

O valor inicial das outorgas, 25 por cento do total de 3,7 bilhões de reais, somou 1,46 bilhão de reais, o que representa um ágio de 93,6 por cento em relação ao mínimo estipulado pelo governo. As empresas deverão pagar essa parcela inicial no ato da assinatura dos contratos. De acordo com Quintella, investimentos da ordem de 6,5 bilhões de reais serão feitos nos próximos cinco anos. Questionado por jornalistas sobre a realização de novos leilões de aeroportos, o ministro afirmou que está finalizando um estudo junto ao Programa de Parcerias de Investimento (PPI) e que não descarta essa possibilidade. "Estamos calibrando o sistema público e o concessionado para ver se haverá necessidade de mais leilões. Não estamos fechando essa porta", disse Quintella. Segundo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, as discussões em torno do tema ainda estão sendo concluídas. "Acreditamos que o melhor modal para os brasileiro é o aéreo", acrescentou. EMPRESAS A alemã Fraport analisa há anos o mercado brasileiro e chegou a participar de rodadas anteriores, mas não foi bem sucedida, contou a executiva sênior e vice-presidente do grupo, Aletta von Massenbach. A Fraport disputou com a Vinci o aeroporto de Fortaleza e com a Zurich o de Porto Alegre. "Esses aeroportos se complementam, são diferentes, e é isso que os tornam interessantes para nós. Achamos que fazia muito sentido e, se vamos entrar no mercado, entramos com força total", disse ela. De acordo com ela, a empresa não entrou em consórcio com outros participantes porque ambos os aeroportos não são concessões fáceis para quem não é experiente. "As pessoas estavam cautelosas", disse. Fora do Brasil, a Fraport opera aeroporto de Lima, no Peru, desde 2001. O diretor de desenvolvimento de negócios da Vinci, Benoît Trochu, afirmou que não esperava ser o único interessado no aeroporto de Salvador. "Claro que não esperávamos, caso contrário, teríamos colocado ágio zero, mas Salvador é muito atraente do ponto de vista de negócios e turismo", disse o executivo após a coletiva. Foi a primeira vez que o grupo francês participou de leilões de aeroportos no Brasil. "Não tentamos rodadas anteriores porque na época a competição seria muito grande e o mercado estava doido", explicou.

Em 2013, consórcio formado pela Odebrecht e a operadora de aeroportos Changi, de Cingapura, obteve a concessão do aeroporto do Galeão (RJ), ofertando cerca de 19 bilhões de reais, quase quatro vezes acima que o lance mínimo definido pelo governo. Já o aeroporto de Confins (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, foi arrematado pelo consórcio liderado pela CCR, com lance final de 1,82 bilhão de reais, ágio de 66 por cento.

Na América Latina, a Vinci tem a concessão do aeroporto de Santiago, no Chile, obtida em 2015, e também atua na República Dominicana. Já a suíça Zurich, que atua em Confins em consórcio com a CCR, prometeu tornar o aeroporto de Florianópolis compacto e eficiente. "Estamos completamente convencidos de que o ativo é adequado para nossas capacidades", disse o diretor de desenvolvimento de negócios internacionais da empresa, Martín Fernandez. Ele disse ainda que o grupo tem uma relação estratégica com uma empresa brasileira para o início das obras, mas que só deve anunciar o parceiro após assinatura do contrato.

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