22 de Março de 2017 / às 23:48 / em 8 meses

Prejuízo da Oi no 4o tri cai para R$3,3 bi; dívida sobe

SÃO PAULO (Reuters) - A operadora de telecomunicações em recuperação judicial Oi teve prejuízo líquido de 3,3 bilhões de reais no quarto trimestre, 30 por cento menor na comparação com igual período de 2015, mas um salto de 181 por cento na base sequencial, refletindo um revés tributário e queda na receita.

A empresa divulgou pouco após o resultado mudanças em seu plano de recuperação judicial, reduzindo carência de juros e de principal e propondo emissão de bônus a alguns credores.

No ano, o prejuízo foi de 7,1 bilhões de reais, alta de 7,1 por cento sobre 2015. Segundo a Oi, o resultado foi impactado principalmente pela baixa contábil de 2,8 bilhões de reais referentes a créditos tributários sobre prejuízo fiscal, refletindo estimativas de resultado tributário do plano de recuperação judicial.

Alvo de uma intensa disputa de propostas de credores e acionistas pelo futuro da companhia, a Oi anunciou nesta quarta-feira que sua receita líquida de outubro a dezembro caiu 5,7 por cento ano a ano, para 6,32 bilhões de reais, em função do corte das tarifas de interconexão e de ligações fixo-móvel, e da queda na base de clientes, atribuída pela empresa à economia brasileira em recessão.

A Oi, que em junho pediu a maior recuperação judicial da história do país, com dívidas de cerca de cerca de 65 bilhões de reais, viu seu Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês) cair 10,3 por cento no trimestre, para 1,53 bilhão de reais.

A base de unidades geradoras de receita da companhia fechou o ano em queda de 2,1 por cento, a 16,4 milhões, com recuo de 5,4 por cento no serviço de linha fixa, mas alta de 1,5 por cento na banda larga fixa e de 11,6 por cento na TV por assinatura.

Já no serviço móvel, a base de unidades geradoras de receita da Oi caiu 13,1 por cento contra o fim de 2015, para 39,87 milhões, com declínio de 15,5 por cento no pré-pago e alta de 1,2 por cento no serviço pós-pago.

A companhia terminou com caixa disponível de 7,85 bilhões de reais, queda de 53 por cento sobre 2015. A dívida líquida somou 40,3 bilhões de reais, alta de 5,7 por cento na comparação anual.

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