24 de Março de 2017 / às 16:41 / em 8 meses

Hong Kong determina recolhimento de carne brasileira do mercado local

SÃO PAULO (Reuters) - O governo de Hong Kong decidiu nesta sexta-feira ordenar recolhimento do mercado local de toda a carne produzida nos 21 frigoríficos brasileiros colocados sob suspeita pela Polícia Federal na operação Carne Fraca.

Membros da Vigilância Sanitária recolhem amostras de carne em supermercado no Rio de Janeiro 20/03/2017 REUTERS/Ricardo Moraes

Hong Kong já tinha decretado proibição de importações à carne brasileira nesta semana. Agora, o secretário para Alimentos e Saúde, Ko Wing-man, afirmou à imprensa que o bloqueio vai continuar, mas o escopo da proibição será ajustado, dependendo do progresso das investigações do Brasil sobre o escândalo.

Em comunicado, Ko afirmou que a carne que foi destinada para Hong Kong antes do bloqueio ter sido imposto será selada na chegada, permanecendo assim até que as investigações sejam concluídas.

Nesta semana, o ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, afirmou que os importadores de carne brasileira que mais preocupam o governo são China e Hong Kong, que ainda não tinham se posicionado claramente sobre embargos.

“Uma vez que as autoridades brasileiras forneçam informações detalhadas, o CFS (Centro de Segurança Alimentar), vai conduzir novas avaliações de risco e rever suas ações seguintes, incluindo reduzir o escopo do bloqueio às importações”, disse o centro em comunicado à imprensa.

As 21 fábricas citadas na operação Carne Fraca foram citadas no comunicado anexo desta sexta-feira pelo governo de Hong Kong. Destas, o governo de Hong Kong afirmou que seis delas receberam licenças de exportação para o território nas últimas seis semanas: Seara, da JBS, em Lapa (PR); BRF em Mineiros (GO); Frango D M, em Arapongas (PR); JJZ Alimentos, em Goianira (GO); Frigorífico Rainha da Paz, em Ibiporã (PR); e Frigorífico Larissa Ltda, em Iporã (PR).

Também nesta sexta-feira, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que as perdas registradas pela cadeia exportadora de carne de frango e suína do Brasil chegam a 40 milhões de dólares, equivalente a 22 por cento da previsão total de embarques de produtos em uma semana.

Por Alberto Alerigi Jr.

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