28 de Março de 2017 / às 22:34 / 9 meses atrás

Chinês HNA Group disputa participação da Odebrecht em consórcio do Galeão, diz fonte

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A União espera receber 4,5 bilhões de reais com a saída do grupo Odebrecht do consórcio que administra o aeroporto internacional do Galeão (RJ) e a entrada de um novo sócio, que pode ser o grupo chinês HNA, disse à Reuters uma fonte próxima à negociação de reescalonamento da dívida da concessionária com o governo federal.

A fonte afirmou que a entrada de um novo sócio no consórcio RIOgaleão foi um a exigência do governo federal para resolver as pendências financeiras do grupo que administra o aeroporto. O consórcio deve cerca de 800 milhões de reais referentes à parte do valor de outorga que não foi paga em 2016. Além disso, em meados deste ano, vence uma nova parcela, de cerca de 1 bilhão de reais.

Os 4,5 bilhões de reais são relativos aos passivos acumulados pela concessionária e a dois anos de parcelas da outorga que ainda vão vencer, disse a fonte, que seriam pagos de uma vez. O consórcio RIOgaleão venceu o leilão do aeroporto em 2013 com um lance de 19 bilhões de reais, um ágio de quase 300 por cento.

Segundo a fonte, o grupo chinês HNA “chegou com apetite” e tem apoio dos outros sócios do consórcio, Changi Airport e a estatal Infraero.

“As negociações indicam que os chineses devem comprar a parte da Odebrecht. Eles vem com cacife e com apoio da Changi”, disse a fonte, acrescentando que na quinta-feira os chineses vão a Brasília para conversar com representantes do governo federal.

O HNA tornou-se mais conhecido no Brasil após investir 450 milhões de dólares na companhia aérea Azul no ano passado. Não foi possível contatar representantes do grupo para comentar o assunto.

“Eles (HNA) querem comprar a fatia da Odebrecht, mas pode haver um reequilíbrio de forças no consórcio com a Changi tendo mais peso”, disse a fonte. Atualmente a Odebrecht Transport tem 60 por cento de fatia de investidores privados de 51 por cento na RIOgaleão. A Infraero tem os 49 por cento restantes.

Por Rodrigo Viga Gaier

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