13 de Abril de 2017 / às 14:43 / em 7 meses

Abrabe espera novo sistema de controle na produção de bebidas até o fim do ano, diz presidente

SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) espera que o novo sistema de controle físico da produção de cerveja, refrigerante e destilados no país entre em operação até o fim do ano, vendo o mecanismo fiscal como essencial para a transparência do setor.

“A falta de um controle dá margem à criatividade no que diz respeito à evasão fiscal, gerando concorrência desleal”, afirmou José Augusto Rodrigues da Silva, presidente da entidade que tem entre os associados Grupo Petrópolis, Diageo Brasil, Pernord Ricard Brasil e a vinícola Salton.

Até o ano passado, essa fiscalização era feita pelo Sistema de Controle da Produção de Bebidas (Sicobe) da Receita Federal, descontinuado desde 13 de dezembro.

O novo mecanismo está sendo desenvolvido pela Casa da Moeda do Brasil (CMB) à pedido da Receita e deve contemplar um QR Code - código bidimensional que pode ser lido por câmeras de telefones celulares.

De acordo com a assessoria de imprensa da Casa da Moeda, o novo sistema já teve testes bem sucedidos em fábrica da Ambev em Piraí (RJ). “Está em fase de testes, de formulação”, afirmou o órgão.

O novo mecanismo ajuda na concorrência justa, em um setor já bastante competitivo, que no começo do ano ganhou um participante de peso com a aquisição da Brasil Kirin, até então da japonesa Kirin, pela holandesa Heineken, avalia a Abrabe.

Para Silva, a operação, que criou a segunda maior fabricante de cervejas do país, atrás da Ambev, deve acentuar a competição no setor, avalia Silva. “É a única que pode competir com uma empresa do porte da Ambev”, afirmou.

Alguns analistas do setor, contudo, têm visão diferente. A equipe do Credit Suisse avaliou em relatório recente que as pressões competitivas podem atenuar, citando entre as razões que o acordo entre Heineken e Kirin deve levar um ambiente mais racional de preços.

O BTG Pactual também divulgou análise semelhante sobre a questão do preço na ocasião do anúncio da operação, mas ponderou que no médio e longo prazos a leitura pode ser negativa para a Ambev, que terá que lidar com um competidor mais forte, com portfólio completo, além de marca e posicionamento muito fortes no Nordeste.

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