24 de Abril de 2017 / às 13:00 / em 4 meses

Leilão de linhas de energia começa com deságios acima de 30% e forte disputa

SÃO PAULO (Reuters) - O leilão de concessões para a construção de novas linhas de transmissão de energia promovido pelo governo federal nesta segunda-feira começou com intensa concorrência e fortes deságios, que ultrapassaram os 30 por cento em seis dos sete primeiros lotes de empreendimentos oferecidos para os investidores.

O leilão oferta concessões para a construção e futura operação de 7,4 mil quilômetros em novas linhas de transmissão de eletricidade, que demandarão investimentos de 13,1 bilhões de reais se todos os projetos forem arrematados, conforme esperado pelo governo.

Leva a concessão de cada empreendimento a empresa que aceitar receber a menor Receita Anual Permitida (RAP) pela linha, em contratos de concessão com 30 anos de duração.

O primeiro lote, o maior da licitação, foi arrematado pelo consórcio Colúmbia, uma parceria entre as transmissoras Taesa e Cteep, com 33,2 por cento de deságio ante a receita anual máxima oferecida pelo empreendimento. O segundo ficou com o consórcio Cesbe-Fasttel, com desconto de 12,5 por cento.

O terceiro lote de concessões para novas linhas foi arrematado pela Energisa, com deságio de 37,6 por cento, e o quarto pela Elektro, da espanhola Iberdrola, com 34,64 por cento de deságio.

No quinto e no sexto, a Cteep venceu sozinha, com desconto de 32,2 por cento e 44,5 por cento, respectivamente. O sétimo lote ficou com a EDP Brasil, com deságio de 36,5 por cento.

Praticamente todos lotes receberam propostas de diversos investidores. No primeiro lote, cinco proponentes disputaram a concessão, que exigirá 1,9 bilhão em investimentos. No terceiro lote, nove empresas chegaram a apresentar lances.

Entre os investidores que apresentaram propostas na licitação até o momento estão, além das vencedoras, a indiana Sterlite Power Grid, estreante no Brasil, as elétricas Copel, Alupar e Engie, além dos players financeiros BTG Pactual, Vinci e Pátria.

O leilão ocorre na sede da bolsa B3, em São Paulo, organizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O certame oferecerá ao todo concessões em 20 Estados brasileiros divididas em 35 lotes, com prazos para entrada em operação fixado entre 36 e 60 meses.

O governo elevou ainda no ano passado a taxa de retorno oferecida para os empreendimentos de transmissão, favorecendo a forte competição no leilão e o grande número de empresas interessadas nos lotes.

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