26 de Abril de 2017 / às 17:33 / 4 meses atrás

Fiat Chrysler tem lucro acima do esperado com bom desempenho na América do Norte

MILÃO/DETROIT (Reuters) - A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) registrou alta de 11 por cento em seu lucro operacional no primeiro trimestre, ajudada por um desempenho surpreendentemente forte na América do Norte, onde o foco em vendas de SUVs com margens maiores começou a render frutos.

A sétima maior fabricante de carros do mundo continua gerando cerca de 80 por cento de seu lucro na América do Norte, por isso melhorar, ou pelo menos manter, as margens na região é um objetivo-chave do presidente-executivo, Sergio Marchionne.

A companhia disse que sua margem operacional ajustada na região subiu para 7,3 por cento no primeiro trimestre deste ano ante 7,2 por cento no ano anterior.

A receita líquida permaneceu inalterada em 17,1 bilhões de euros, apesar da queda de 6 por cento nos embarques no período ante 2016. As ações da Fiat Chrysler saltaram mais de 9 por cento, apontando para o seu maior ganho em um dia desde outubro de 2014.

"(A América do Norte) e a dívida líquida são as principais áreas de foco e se saíram melhor do que o esperado, o que tranquiliza os investidores quanto à capacidade da montadora de manter uma margem operacional de mais de 7 por cento na América do Norte, apesar de um ambiente mais difícil", disse o banco Barclays em nota.

No geral, o lucro ajustado antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) no primeiro trimestre subiu para 1,54 bilhão de euros, ante consenso em pesquisa da Thomson Reuters de 1,4 bilhão de euros.

A dívida líquida ficou em 5,1 bilhões de euros no final de março, meio bilhão a mais do que em dezembro, devido a fatores sazonais, disse a empresa. No entanto, a montadora usou alguns recursos em caixa para reduzir sua dívida bruta.

A Fiat Chrysler confirmou a meta para reduzir pela metade sua dívida líquida este ano e aumentar o lucro operacional ajustado em pelo menos 15 por cento, mas permanecem dúvidas sobre sua exposição ao mercado norte-americano, preços mais baixos lá, custos de recall e possíveis multas sobre as emissões de poluentes.

Por Agnieszka Flak e Paul Lienert

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