27 de Abril de 2017 / às 17:10 / 4 meses atrás

Localiza vê nível de competição estável, mantém políticas de estímulo à demanda

SÃO PAULO (Reuters) - A Localiza considerou estável o nível de competição no mercado de aluguel de carros, o que, aliado ao ambiente de redução de juros da economia, deve ajudar a empresa seguir com políticas de incentivo à demanda.

A companhia, que apresentou na noite da véspera lucro líquido recorde de primeiro trimestre, pretende fazer uma "expansão relevante" de sua rede de lojas este ano, disse a diretora de relações com investidores, Nora Lanari, em teleconferência com analistas.

A executiva não deu detalhes sobre o ritmo de aberturas, mas afirmou que o plano servirá para preparar a empresa para 2018 e acomodar o crescimento da frota, que subiu cerca de 19 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 137,6 mil veículos.

As ações da companhia estavam entre as maiores altas do Ibovespa, exibindo às 14:03 valorização de 2,5 por cento, enquanto o índice tinha recuo de 0,24 por cento.

O diretor de finanças da empresa, Roberto Mendes, afirmou na teleconferência que a Localiza não tem percebido aumentos nos preços dos veículos que tem comprado e que a elevação no preço médio dos carros divulgada pela empresa no primeiro trimestre, de quase 17 por cento, ocorreu em função de um volume maior de aquisições de modelos mais sofisticados.

No primeiro trimestre, o percentual de carros "de maior valor agregado" comprados pela Localiza foi de 69 por cento, ante 42 por cento no mesmo período do ano passado. Já a fatia dos veículos econômicos comprados caiu de 58 para 31 por cento.

Mendes, disse porém que o chamado mix de compras de janeiro a março não deve ser recorrente nos próximos trimestres. "Não estamos enxergando que montadoras e concessionárias vão praticar preços com aumentos significativos, estamos até achando que vai ser abaixo da inflação."

Lanari disse ainda que a divisão de gestão de frotas não deve passar por uma evolução significativa de tarifas cobradas dos clientes em função da queda dos juros básicos. "Os novos contratos já têm que refletir juros mais baixos, então entram com preço menores. Este ano não esperamos grandes ganhos de tarifa média", disse a executiva.

Por Alberto Alerigi Jr.

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