2 de Maio de 2017 / às 15:18 / 5 meses atrás

Dólar recua ante real com ação de exportador

Notas de dólares dos Estados Unidos 26/03/2015 REUTERS/Gary Cameron/File Photo

SÃO PAULO (Reuters) - Depois de uma manhã volátil nesta terça-feira, o dólar ingressou no período da tarde em baixa ante o real, com exportadores vendendo moeda depois que ela encostou no patamar de 3,20 reais, mas num movimento limitado pela cautela com o desenrolar da reforma da Previdência, cuja votação em comissão especial da Câmara é esperada para o dia seguinte.

Às 12:10, o dólar recuava 0,41 por cento, a 3,1618 reais na venda, depois de ter marcado a máxima a 3,1967 reais. O dólar futuro tinha baixa de 0,45 por cento.

“O mercado está atuando muito no curto prazo”, comentou um operador de uma corretora ao destacar que exportadores viram uma oportunidade de vender com a puxada da moeda mais cedo. “O investidor compra para se defender do risco. Passa a votação, volta a aplicar no risco, e assim vai”, emendou.

O recuo do dólar ante o real, no entanto, era contido pela cautela dos investidores com o andamento da reforma da Previdência e agenda carregada nos próximos dias.

“O mercado quer saber qual o poder do presidente Michel Temer em relação à reforma, de agregar a base. Assim, interessa se manter comprado (apostando na alta do dólar)”, explicou mais cedo o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado, para justificar a pressão de alta da moeda.

A votação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara está prevista para a quarta-feira, sendo que nesta terça-feira haverá sessão para debates.

Na véspera, o presidente Michel Temer se reuniu com ministros e parlamentares da base para discutir estratégias para aprovar os textos não só da Previdência como também da reforma trabalhista, e prometeu retaliar os aliados que não apoiarem.

A primeira fase dos cortes já começou, em cargos na estrutura do Ministério da Agricultura e do Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS).

Em mensagem para celebrar o Dia do Trabalho, na segunda-feira, Temer defendeu a reforma trabalhista e disse que as mudanças na lei, aprovadas na Câmara na semana passada, vão acelerar a criação de empregos e garantir os direitos dos trabalhadores.

Pesquisa Datafolha divulgada na véspera, entretanto, trouxe que a maioria dos brasileiros acha que a proposta beneficia mais os empresários que os trabalhadores. O levantamento mostrou ainda que a maioria é contra as mudanças na Previdência.

A semana ainda reserva a decisão de política monetária pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, na quarta-feira, e relatório de criação de vagas nos Estados Unidos na sexta-feira.

“Mesmo com a leitura de que o Fed não deve aumentar o juro norte-americano neste mês, o mercado também se protege para o evento”, afirmou Amado.

No exterior, o dólar tinha leve baixa ante o euro, em semana decisiva nas eleições francesas, e tinha pequena elevação ante uma cesta de moedas. O movimento ante emergentes era misto, com queda ante o rand e alta ante o peso mexicano

O Banco Central não anunciou qualquer intervenção para o mercado de câmbio para esta sessão, por ora. Em junho, vencem 4,435 bilhões de dólares em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

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