5 de Maio de 2017 / às 15:38 / 4 meses atrás

Ser Educacional se prepara para inadimplência maior em 2017, mas vê alta em ticket médio

SÃO PAULO (Reuters) - A Ser Educacional espera que as provisões de perda com inadimplência atinjam o pico em 2017, mas vê contínua melhora do ticket médio, afirmou nesta sexta-feira o diretor financeiro da empresa, João Albérico Porto de Aguiar, em teleconferência com analistas sobre o resultado trimestral.

De janeiro a março, a Ser provisionou despesa de 7,3 milhões de reais com inadimplência, alta de 14,3 por cento em relação aos três primeiros meses de 2016, mostrou o balanço. Já o ticket médio subiu 6,8 por cento na mesma base, para 720,92 reais, em virtude do repasse da inflação e da maior participação de cursos de engenharia e saúde no mix.

O aumento das mensalidades e a expansão de 3,8 por cento da base total de alunos, para 157.003, contribuíram para a alta de 8,3 por cento da receita líquida da Ser no primeiro trimestre, para 308,8 milhões de reais.

"Tivemos um início de ano positivo, com a captação mais que compensando evasão de alunos", destacou o diretor presidente da companhia, Jânyo Janguiê Bezerra Diniz. Conforme material de divulgação dos resultados, 49.127 novos alunos se matricularam e outros 26.285 abandonaram cursos nos três primeiros meses do ano.

Os executivos destacaram que a taxa de evasão em ensino à distância é elevada, mas acrescentaram que a tendência é de melhora. Segundo eles, os novos pólos de EAD não devem praticar preços superiores ao de unidades atuais.

A expectativa é de que os despesas operacionais cresçam neste ano em razão das contratações de pessoal para as novas unidades credenciadas pelo Ministério de Educação (MEC), de acordo com o diretor de Relações com Investidores da Ser, Rodrigo de Macedo Alves.

Só no primeiro trimestre, a Ser recebeu aprovação para 13 unidades presenciais, das quais 8 ou 9 devem iniciar captações ainda no inverno, afirmou Alves. A meta da empresa é abrir 45 até 2020.

Os executivos disseram, ainda, esperar aumento pontual em gastos com marketing em função do lançamento de novas unidades. Entre janeiro e março, a Ser desembolsou 32,3 por cento a mais com publicidade, com destaque para a marca Univeritas, na cidade do Rio de Janeiro, cujas operações começaram em fevereiro.

A estratégia da companhia também prevê mais despesas com descontos e bolsas neste ano. No primeiro semestre, essa linha de gastos somou 43,82 milhões de reais, 106 por cento mais na base anual.

"Avaliamos o market share e o impacto dos descontos no médio e longo prazos, de modo que o ticket médio não seja corroído por isso", explicaram os executivos.

Por volta das 12:30, as ações da Ser Educacional valorizavam-se cerca de 4 por cento, a 24,95 reais, entre os destaques de alta do índice Small Caps, que subia 0,95 por cento.

A companhia encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de 80,225 milhões de reais, 6,6 por cento menor ante um ano atrás. A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou 0,8 por cento, para 112,16 milhões de reais.

Por Gabriela Mello

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