11 de Maio de 2017 / às 20:13 / em 4 meses

Dólar segue exterior, recua pela terceira sessão seguida e vai a R$3,14

Notas de dólares dos Estados Unidos 26/03/2015 REUTERS/Gary Cameron/File Photo

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar terminou em queda ante o real pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira, caindo abaixo de 3,15 reais, novamente acompanhando o desempenho no exterior e em dia de recuperação dos preços das commodities, com os investidores ainda tendo como pano de fundo o otimismo com o andamento da reforma da Previdência.

O dólar recuou 0,73 por cento, a 3,1437 reais na venda, menor preço de fechamento desde 24 de abril passado (3,1267 reais). Acumulou queda de 1,63 por cento em três sessões. Na mínima, a moeda marcou 3,1432 reais. O dólar futuro tinha baixa de 0,68 por cento.

“O mercado já precificou o desfecho da votação dos destaques (da reforma) e agora está no aguardo da votação em plenário”, resumiu o analista econômico da gestora Rio Gestão, Bernard Gonin.

No início da semana, o governo conseguiu concluir a votação dos destaques à reforma da Previdência em comissão especial da Câmara dos Deputados com a aprovação de apenas um dos dez apresentados, minimizando novas alterações ao texto.

Isso fez os investidores começarem a enxergar força na articulação do governo, que pode conseguir reunir mais do que os 308 votos necessários para aprovar o texto no plenário da Casa. A reforma é considerada fundamental para colocar as contas públicas em ordem.

“A reforma da Previdência avançou. O risco-país caiu bastante. Agora o mercado está atento ao avanço do noticiário político”, comentou o analista da Clear Corretora, Raphael Figueredo.

Com a agenda desta sessão esvaziada, os investidores também estão acompanhando o desempenho do dólar ante outras divisas no exterior e também a valorização dos preços de commodities, como o petróleo.

O dólar trabalhava com leve queda ante uma cesta de moedas e recuava ante divisas de países emergentes e exportadores de commodities, como o rand sul-africano e o peso mexicano.

O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão. Em junho, vencem 4,435 bilhões de dólares em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

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