22 de Maio de 2017 / às 20:22 / 5 meses atrás

Relator apresenta parecer sobre reforma trabalhista na CAE do Senado na 3ª-feira

(Reuters) - O relator da reforma trabalhista nas comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais do Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), disse nesta segunda-feira que apresentará seu parecer na CAE na terça-feira, buscando retomar o cronograma anunciado na semana passada antes da crise política.

Vista do plenário do Senado 13/12/2016 REUTERS/Adriano Machado

Ferraço havia suspendido o cronograma de tramitação da reforma trabalhista, uma das medidas prioritárias do Palácio do Planalto, na última quinta-feira.

Na ocasião, alegou que a crise gerada com a gravação de uma conversa entre o empresário Joesley Batista, um dos controladores da JBS JBSS3.SA, com o presidente Michel Temer, era “devastadora” e era preciso “priorizar a sua solução, para depois darmos desdobramento ao debate relacionado à reforma trabalhista”. Agora justificou a nova posição dizendo que não se deve misturar as coisas.

“É uma crise de fato sem precedentes e muito complexa, mas nós não podemos misturar a crise institucional com o nosso dever, nosso compromisso é com o país... e de fato amanhã nós estaremos dando o primeiro passo com a leitura do nosso relatório relacionado à reforma trabalhista”, disse a jornalistas.

“Chegamos à conclusão que o melhor neste momento é não misturarmos a crise do governo com aquilo que nosso país precisa enfrentar e decidir para que a crise econômica não se acelere, com elevadas consequências sociais”, acrescentou.

Ferraço disse esperar que haja pedido de vista coletivo após a apresentação do parecer e que o relatório seja “possivelmente” votado na comissão na próxima terça-feira.

Questionado se ainda se mantém a previsão inicial de votar a reforma no plenário do Senado entre os dias 12 e 15 de junho, Ferraço afirmou que é “um passo de cada vez”.

“O passo que daremos amanhã é na direção de fazermos a leitura do relatório... e possivelmente poderá ser votado na próxima terça-feira, mas isso quem vai determinar é o próprio processo legislativo e o posicionamento de cada senador”, disse.

Por Alexandre Caverni

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