26 de Maio de 2017 / às 14:18 / em 4 meses

Extensão de cortes da Opep renova preocupação com oferta de petróleo na Ásia

CINGAPURA (Reuters) - A decisão liderada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de prolongar cortes de produção até março de 2018 desapontou investidores financeiros e derrubou os mercados futuros da commodity, mas a preocupação entre refinarias na Ásia é sobre onde elas precisarão buscar comprar seu petróleo.

Até o momento, os cortes iniciados em janeiro deste ano praticamente não afetaram a oferta na Ásia, onde estão três de cada quatro consumidores de petróleo do mundo.

Exportadores têm tentado manter sua participação no mercado, e com isso cortaram a oferta doméstica ou os embarques para compradores marginais. Como resultado, os estoques em grandes mercados consumidores continuaram elevados, e os preços baixos.

Mas fontes na Opep disseram que isso vai mudar, uma vez que a Arábia Saudita, maior exportador, quer deixar o mercado com uma oferta visivelmente menor.

“Em resposta aos... cortes de produção da Opep, nós estamos trabalhando na diversificação das fontes de importação de petróleo olhando para além do Oriente Médio”, disse uma porta-voz da SK Innovation, Kim Wookyung. A empresa é proprietária da maior refinaria da Coreia do Sul.

O presidente do conselho da Indian Oil Corp, B. Ashok, disse que até o momento não enfrentou nenhum impacto em termos de cortes das fontes da Opep para a Índia. De qualquer modo, disse não esperar falta de oferta, devido à existência de diversas alternativas.

“Os petróleos que podem ser processados em nossas refinarias incluem petróleos dos Estados Unidos. Nós procuramos algum petróleo até do Canadá. Nós temos procurado petróleo da América Latina... África, Rússia”, disse Ashok.

Para o presidente do conselho do conglomerado de petróleo japonês JXTG Holdings, Yasushi Kimura, essa situação elevará o preço do petróleo.

“Em 2017, a demanda global provavelmente excederá a oferta... e os preços do petróleo deverão... subir rumo aos 60 dólares ao final do ano”, disse Kimura.

Por Osamu Tsukimori em Tóquio, Niha Dasgupta em Nova Délhi, Li Peng Seng em Cingapura e Jane Chung em Seul

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