May 27, 2017 / 3:59 PM / in a year

Líderes do G7 encerram reunião divididos sobre mudança climática, mas unidos em comércio

TAORMINA, Itália (Reuters) - Sob pressão de aliados, o presidente norte-americano, Donald Trump, apoiou uma promessa de combater o protecionismo neste sábado, mas se recusou a endossar um acordo global sobre mudança climática, afirmando precisar de mais tempo para decidir.

A reunião do G7 opôs Trump e líderes da Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Canadá e Japão em diversas questões, com diplomatas europeus frustrados em ter que revisitar questões as quais esperavam estar resolvidas há muito tempo.

Trump, que havia chamado o aquecimento global de embuste anteriormente, tuitou que tomaria uma decisão na próxima semana sobre se apoia ou não o Acordo de Paris de 2015 sobre reduzir as emissões de carbono após longas discussões com parceiros do G7.

“Toda a discussão sobre clima foi muito difícil, para não dizer muito insatisfatória”, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, a jornalistas. “Não há indicações sobre se os Estados Unidos ficarão no Acordo de Paris ou não.”

No entanto, houve alívio por Trump ter concordado com a linguagem no comunicado final do G7 que promete combater o protecionismo e se compromete com um sistema de comércio internacional baseado em regras.

Durante sua campanha eleitoral no ano passado, Trump ameaçou tarifar unilateralmente bens mexicanos e chineses e afirmou que sairia do acordo de livre comércio da América do Norte a não ser que fosse renegociado a seu gosto. Nesta semana ele chamou a Alemanha de “muito ruim” em comércio por conta de seu superávit com os Estados Unidos.

“No fim nós os convencemos a incluir o combate ao protecionismo no comunicado final, então este foi um passo adiante”, disse um diplomata europeu, que não quis ser identificado.

Em encontro em um hotel luxuoso com vista para o Mar Mediterrâneo, a anfitriã Itália esperava que a reunião focasse na crise de imigração europeia e nos problemas da vizinha África.

As divisões internas do G7 e o ataque suicida na Grã-Bretanha na segunda-feira, que matou 22 pessoas, ofuscaram a agenda italiana, mas no sábado cinco líderes africanos se juntaram aos líderes das potências mundiais para discutir o potencial de seu continente.

O presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, pediu ao G7 que adotasse medidas urgentes para encerrar a crise na Líbia —ponto de saída de centenas de milhares de migrantes em busca de uma vida melhor na Europa. Ele também os criticou por não honrar as promessas de ajuda para combater a pobreza nas regiões mais pobres da África Ocidental.

Reportagem adicional de Steve Holland, Giselda Vagnoni, John Irish, Andrea Rinke e Noah Barkin

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