1 de Junho de 2017 / às 18:31 / 4 meses atrás

Brasil tem superávit comercial recorde de US$7,661 bi em maio, diz MDIC

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil teve superávit comercial de 7,661 bilhões de dólares em maio, dado mensal mais forte da série histórica iniciada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) em 1989, mantendo a sequência de resultados positivos no ano em função de forte aumento das exportações. O número também veio acima da estimativa de saldo positivo em 7,53 bilhões de dólares, segundo pesquisa Reuters.

As exportações em maio cresceram 7,5 por cento sobre igual mês de 2016, pela média diária, somando 19,792 bilhões de dólares, conforme divulgou o MDIC nesta quinta-feira.

O movimento tem sido fundamentalmente ajudado pelo valor mais alto de importantes produtos na pauta comercial brasileira, com destaque para as commodities.

Por sua vez, as importações tiveram uma elevação mais modesta, de 4,0 por cento na mesma base de comparação, a 12,131 bilhões de dólares.

De janeiro a maio, o superávit da balança comercial soma 29,032 bilhões de dólares, recorde para o período e 47,5 por cento acima do resultado observado em igual período de 2016.

Em função dos expressivos resultados alcançados até agora, o ministério melhorou expectativa para o ano, com projeção de saldo positivo de 55 bilhões de dólares, sobre cerca de 50 bilhões de dólares anteriormente. Se confirmado, este será o melhor desempenho já atingido pelo país.

Na pesquisa Focus mais recente, feita pelo BC com mais de uma centena de economistas todas as semanas, a expectativa é de superávit comercial de 56,2 bilhões de dólares para 2017. [nL1N1IV089]

DESTAQUES

Na ponta das exportações, os destaques em maio ficaram com os semimanufaturados, com alta de 16,4 por cento ante o mesmo mês do ano passado, e básicos, com elevação de 11,6 por cento. Já os embarques de manufaturados recuaram 1,2 por cento na comparação anual.

Olhando para o desempenho dos produtos individualmente, tiveram alta expressiva as vendas de petróleo em bruto (+94,2 por cento, a 1,1 bilhão de dólares), açúcar em bruto (+46,0 por cento, a 824 milhões de dólares), minério de ferro (+17,5 por cento, a 1,7 bilhão de dólares) e soja em grão (+7,7 por cento, a 4,1 bilhões de dólares).

Dentre as importações em maio, cresceram as compras de combustíveis e lubrificantes (+30,2 por cento), bens de consumo (+20,2 por cento) e bens intermediários (+1,5 por cento). As compras de bens de capital, por outro lado, caíram 20,7 por cento sobre um ano antes.

Por Marcela Ayres

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