4 de Junho de 2017 / às 19:41 / 2 meses atrás

Após ataques em Londres, Facebook quer se tornar "ambiente hostil" para terroristas

SÃO PAULO (Reuters) - O Facebook disse que quer transformar sua rede social em um "ambiente hostil" para terroristas, em um comunicado emitido após os ataques que mataram sete pessoas em Londres e levaram a primeira-ministra Theresa May a exigir uma ação por parte das empresas de internet.

Os três terroristas jogaram uma van contra pedestres na London Bridge e esfaquearam outras pessoas que passavam por perto na noite de sábado, no terceiro grande ataque terrorista no Reino Unido nos últimos meses.

May respondeu ao ataque pedindo uma reforma na estratégia usada para combater o extremismo, incluindo a exigência de uma maior regulamentação internacional para a internet, dizendo que grandes empresas do setor eram parcialmente responsáveis por dar espaço para que as ideologias extremistas se desenvolvam.

O Facebook disse neste domingo que condena os ataquem em Londres.

"Nós queremos que o Facebook seja um ambiente hostil para terroristas", disse o diretor de Políticas do Facebook, Simon Milner, em declaração enviada por e-mail.

"Usando uma combinação de tecnologia e revisão humana, nós trabalhamos agressivamente para remover conteúdos terroristas de nossa plataforma assim que ficamos cientes deles --e se ficamos sabendo de uma emergência envolvendo perigo imediato à segurança de alguém, nós notificamos os agentes da lei."

May já havia pressionado as empresas de internet anteriormente para que assumissem mais responsabilidade pelo conteúdo postado em seus serviços.

No mês passado, ela prometeu que, se vencesse a próxima eleição, criaria formas para fazer com que empresas paguem pelo custo de policiamento da internet com um imposto aplicado em todo o setor.

O Twitter também disse que estava trabalhando para combater a disseminação de propaganda militante em sua plataforma.

"Conteúdo terrorista não tem lugar no Twitter", disse em comunicado o chefe de Políticas Públicas do Twitter no Reino Unido, Nick Pickles, acrescentando que no segundo semestre de 2016 o site suspendeu quase 400 mil perfis.

"Nós continuamos a expandir o uso de tecnologia como parte de uma abordagem sistêmica para remover este tipo de conteúdo."

Por William James e Dion Rabouin

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