16 de Junho de 2017 / às 10:33 / em 5 meses

BC do Japão melhora visão sobre consumo e descarta fim do estímulo

TÓQUIO (Reuters) - O banco central do Japão deixou inalterada sua política monetária nesta sexta-feira e ofereceu uma visão mais otimista sobre o consumo privado pela primeira vez em seis meses, sinalizando confiança de que a recuperação está ganhando força.

Mas o presidente, Haruhiko Kuroda, assegurou aos mercados que o Banco do Japão ainda ficará atrás do Federal Reserve, banco central norte-americano, no que diz respeito a reduzir seu forte programa de estímulo, com a inflação longe de atingir a meta de 2 por cento.

Ele também minimizou a necessidade de eliminar a promessa do banco central de elevar sua carteira de títulos de 80 trilhões de ienes (729 bilhões de dólares) por ano, mesmo que as compras recentes tenham diminuído de forma significativa.

“Há alguma distância para alcançar a inflação de 2 por cento, então é inapropriado dizer agora especificamente como vamos sair de nossa política monetária ultrafrouxa, e como isso pode afetar a saúde financeira do Banco do Japão”, disse Kuroda em entrevista à imprensa.

“Vamos debater uma estratégia de saída somente depois de a inflação de 2 por cento ter sido alcançada e de o aumento dos preços permanecer estável.”

Como esperado, o Banco do Japão manteve sua promessa de guiar a taxa de juros de curto prazo em -0,1 por cento e o rendimento do título de 10 anos em torno de zero de acordo com seu programa de controle da curva de rendimento.

Depois de recentes sinais favoráveis na economia, o banco central melhorou sua visão sobre o consumo privado pela primeira vez desde dezembro de 2016 para dizer que ele tem mostrado “elevada resiliência”.

Essa é uma visão mais otimista do que a da reunião de abril, quando disse que os gastos eram resilientes.

O Banco do Japão revisou para cima sua avaliação para o crescimento global e reiterou a visão otimista de que a economia do Japão avança para uma expansão moderada.

“O Banco do Japão se tornou mais confiante sobre a economia, embora esteja totalmente ciente de que a inflação permaneceu baixa apesar do aperto do mercado de trabalho”, disse Izuru Kato, economista-chefe da Totan Research.

“A menos que a inflação acelere inesperadamente, o Banco do Japão deve manter a política monetária ao menos até abril, quando acaba o mandato de Kuroda.”

Kuroda admitiu que está levando mais tempo do que o esperado para alcançar a meta de inflação porque períodos prolongados de deflação levaram a população a se acostumar a agir com a percepção de que a inflação e o crescimento do salário não vão acelerar.

Mas ele descartou os pedidos de críticos de seu programa radical de estímulo para que abandone a meta de 2 por cento de inflação ou reduza o suporte monetário.

“Sei que há várias discussões sobre os prós e contras de um afrouxamento prolongado. Mas o mais importante é alcançar a estabilidade de preços e mantê-la”, disse Kuroda.

Reportagem adicional de Tetsushi Kajimoto e Kaori Kaneko

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