16 de Junho de 2017 / às 15:04 / 2 meses atrás

Dólar tem leves oscilações ante real após feriado, de olho em noticiário político e exterior

Foto ilustrativa mostra notas de dólar dos Estados Unidos ao lado de notas de real. 10/09/2015Ricardo Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar trabalhava com leves oscilações ante o real nesta sexta-feira, em dia de expectativa de volume reduzido devido à ponte entre o feriado de Corpus Christi e o final de semana, com os investidores de olho no cenário exterior e também no noticiário político doméstico.

Às 12:00, o dólar avançava 0,18 por cento, a 3,2864 reais na venda, depois de terminar a quarta-feira em queda de 0,84 por cento, a 3,2805 reais.

Na mínima da sessão, a moeda norte-americana marcou 3,2784 reais e, na máxima, 3,2975 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,30 por cento.

"O dólar deve se ajustar após o feriado de ontem, que não foi nada favorável para os ativos dos emergentes. Hoje, no entanto, o início mais positivo lá fora contribui para atenuar tal ajuste", disse a corretora Guide em relatório a clientes.

O dólar trabalhou predominantemente em alta desde o início da sessão, mas chegou a registrar leves baixas principalmente após dados mais fracos sobre a economia norte-americana.

Mais cedo, foi divulgado que o início das construções de novas moradias caiu 5,5 por cento em maio e, no final da manhã, que o índice de confiança do consumidor dos EUA ficou em 94,5 em junho, abaixo da previsão de 97,1.

Na quarta-feira, o Federal Reserve, banco central norte-americano, elevou a taxa de juros do país pela segunda vez em três meses e, embora tenha sinalizado que pode repetir o movimento, os dados de atividade recentes têm mostrado fraqueza.

No exterior, o dólar ampliou a baixa contra uma cesta de moedas após o último indicador, e também caía ante algumas moedas de emergentes, como o pesos chileno e mexicano.

Os investidores seguiam monitorando o cenário político doméstico, sobretudo indícios sobre o andamento das reformas no Congresso Nacional.

"A percepção de que a situação de Temer segue frágil e de que o ambiente político é ainda de completa incerteza tendem a limitar o apetite do investidor", disse o analista de câmbio da Correparti Corretora Guilherme Esquelbek.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais --equivalente à venda futura de dólares-- para rolagem dos contratos que vencem julho. Com isso, já rolou 3,280 bilhões de dólares do total de 6,939 bilhões de dólares que vence no mês que vem.

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