22 de Junho de 2017 / às 17:29 / 3 meses atrás

Tesla dá mais um passo para instalar fábrica de carros elétricos na China

(Reuters) - A Tesla deu mais um passo em direção à instalação de uma fábrica de veículos elétricos na China ao anunciar nesta quinta-feira que está em conversas exploratórias com o governo municipal de Xangai.

A fabricante disse que quer produzir carros elétricos na China para evitar uma tarifa de 25 por cento cobrada de veículos importados.

A Tesla não informou um prazo para instalar a fábrica na China, mas alertou que espera “definir mais claramente” seus planos de produção no país até o fim do ano.

As ações da Tesla subiam 1,5 por cento nesta quinta-feira, cotadas em torno de 382 dólares.

O governo central da China exige que empresas estrangeiras, como a Tesla, tenham um parceiro chinês para novos investimentos na fabricação de automóveis e a participação da companhia não pode exceder 50 por cento.

A Tesla não informou com quais companhias deve fazer uma parceria. Especulações se concentram em torno da Tencent Holdings, a gigante de internet que é a maior empresa da China. No começo deste ano, a Tencent adquiriu uma fatia de 5 por cento na Tesla por 1,8 bilhão de dólares.

A montadora também não disse quais veículos planeja produzir na China. Contudo, um fornecedor familiarizado com os planos da companhia disse que a Tesla considerava o sedã Modelo 3 e um crossover chamado Modelo Y.

O Model 3 deve ter a produção iniciada em julho na fábrica de Fremont da Tesla, na Califórnia, e o Modelo Y está previsto para meados de 2019.

Separadamente, o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, afirmou nesta quinta-feira que estava preocupado com o anúncio feito no início da semana pela Ford Motor de que transferiria parte das operações do seu Focus para China e importaria os veículos para os EUA.

“Se isso aconteceu por razões não econômicas, então eu acho que o governo deve agir”, alertou Lighthizer.

A Tesla é a montadora mais valiosa nos Estados Unidos, com valor de mercado de mais de 60 bilhões de dólares, mas ainda não gerou lucro anual.

Por Norihiko Shirouzu, em Pequim, e Paul Lienert, em Detroit

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