4 de Julho de 2017 / às 18:46 / em 2 meses

Petrobras e CNPC assinam memorando; refino pode ser foco de acordo, diz fonte

Refinaria da Petrobras em Paulínia, São Paulo 1/07/2017Paulo Whitaker

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras e a chinesa CNPC assinaram nesta terça-feira um memorando de entendimento para iniciar tratativas referentes a uma parceria estratégica, informou a petroleira brasileira em um comunicado.

"A partir desse memorando de entendimento, as empresas se comprometem a avaliar, conjuntamente, oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo", disse a Petrobras no comunicado.

O plano de negócios da Petrobras 2017-2021 tem como importante pilar a realização de parcerias estratégicas, como forma de compartilhar riscos, de aumentar a capacidade de investimentos, além de promover intercâmbio tecnológico e fortalecimento da governança corporativa, destacou a estatal.

"O memorando não trata de um ativo específico, mas o que existe é interesse estratégico das duas empresas em olhar oportunidades em óleo e gás, em downstream e upstream", disse uma fonte da Petrobras à Reuters.

Ao ser questionada sobre se o acordo poderia abranger investimentos dos chineses em refino, para a conclusão do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), a fonte não descartou a possibilidade.

"Um acordo como esse pode tudo, mas não tem nenhum ativo envolvido detalhadamente. O que há é um entendimento para olhar oportunidades de um lado e do outro", disse a fonte, na condição de anonimato.

Mais cedo, o website do jornal O Globo informou, citando uma fonte próxima às negociações, que a Petrobras vai selar uma parceria com a CNPC para concluir a construção de uma refinaria no Comperj.

"Dinheiro para os chineses não falta e eles têm expertise em montagem, engenharia e refino. Eles têm muito refino, um refino grande, e eles compram de nós petróleo para processar", declarou a fonte à Reuters.

Desde 2013, a Petrobras e a CNPC são parceiras na área de Libra, considerada pelo governo brasileiro a área em exploração mais promissora do Brasil, no pré-sal da Bacia de Santos.

Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier

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