7 de Julho de 2017 / às 19:51 / 2 meses atrás

Início produção em Libra aguarda recuperação de equipamentos e licença, diz Petrobras

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras não tem ainda uma data para o início da produção no prospecto de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, após um problema em um equipamento adiar o prazo para a operação, anteriormente previsto para este mês, afirmou nesta sexta-feira a petroleira estatal.

Libra, considerada uma das áreas mais promissoras do Brasil, foi leiloada na primeira rodada sob regime de partilha de produção no Brasil, em 2013, e entraria em julho em Teste de Longa Duração (TLD). A produção estimada para o teste é de 30 mil barris de petróleo por dia.

O atraso da produção ocorreu devido a uma falha durante a manipulação de um equipamento chamado Umbilical Eletro Hidráulico (UEH) do poço 3-RJS-739A, que causou a queda do equipamento e do cabo de aço de um guincho responsável pela operação no mar.

O problema foi relatado na véspera durante um evento do setor pelo presidente da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), Ibsen Flores, que dirige a empresa estatal responsável por gerir os contratos do pré-sal.

Libra é operado pela Petrobras, que tem como sócias na área a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as chinesas CNPC e Cnooc.

Os umbilicais eletro hidráulicos, segundo a Petrobras, são conjuntos de mangueiras e cabos elétricos, utilizados para operar remotamente equipamentos e válvulas submarinas, injetar produtos químicos e monitorar parâmetros de temperatura e pressão de poços.

“O umbilical já foi recuperado e as operações para recuperação do cabo de aço estão programadas para acontecer nos próximos dias”, afirmou a empresa.

Segundo a Petrobras, não houve danos a pessoas, ao meio ambiente e à embarcação responsável pela instalação dos umbilicais.

No entanto, aconteceram algumas avarias no sistema necessário para a manipulação do equipamento e a empresa já iniciou ações para recuperação desse sistema.

“A definição da nova data para o primeiro óleo de Libra ainda depende do retorno à operação do sistema de ‘pull-in’ do FPSO Pioneiro de Libra, da reprogramação das atividades de interligação dos poços e da Licença de Operação (LO) a ser emitida pelo Ibama”, afirmou a Petrobras, em nota.

Os dois poços que fazem parte do TLD, o produtor 3-RJS-739A e o injetor 3-RJS-742, já estão completados, aguardando apenas a interligação ao FPSO Pioneiro de Libra.

Atualmente, o consórcio responsável por Libra tem até o fim deste ano para declarar a comercialidade do prospecto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Por Marta Nogueira

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