13 de Julho de 2017 / às 20:05 / um mês atrás

Leilões de subvenção para milho do Brasil atraem pouco interesse

Colheita de milho em Santo Antônio do Jardim, Brasil 6/2/2014Paulo Whitaker

SÃO PAULO (Reuters) - Os leilões de prêmios do governo federal para ajudar o escoamento de milho de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás atraíram pouco interesse de produtores e comerciantes nesta quinta-feira, com as subvenções oferecidas ficando aquém do necessário para permitir o fechamento dos negócios, segundo analistas.

No leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor), o governo negociou apoio para cerca de 108 mil toneladas, ou apenas 12,3 por cento do total ofertado, enquanto no de PEP (Prêmio de Escoamento do Produto) a operação apoiou aproximadamente 16 mil toneladas, ou 5 por cento da oferta.

No total, foi ofertado Pepro para 880 mil toneladas enquanto no PEP a oferta foi para 320 mil toneladas.

"(O baixo interesse) tem a ver com preços não atraentes", disse o analista da corretora Cerealpar, Steve Cachia.

Com a queda dos preços no mercado, os prêmios teriam que ser maiores para que atingir os níveis dos preços mínimos estabelecidos pelo governo.

O pagamento dos prêmios, tanto para compradores como vendedores de milho, está vinculado à política de preços mínimos do governo, que, com as operações, visa dar liquidez ao mercado diante de uma safra recorde e sustentar os preços.

"O prêmio não chegou a atingir o nível para chegar no preço mínimo", completou o analista Adriano Gomes, da consultoria AgRural.

Gomes acrescentou que os negócios com milho no mercado físico estão relativamente parados, "uma vez que o comprador não tem mostrado muito interesse diante da grande safra".

O leilão desta quinta-feira atraiu menos interesse do que o realizado na semana passada, quando quase 100 por cento do prêmio oferecido para Mato Grosso teve interessados. Goiás continuou sem registrar interesse nesta quinta, de acordo com dados da Conab.

Com as operações desta quinta, a Conab já apoiou a comercialização de pouco mais de 4,6 milhões de toneladas de milho neste ano, em operações realizadas desde o início de maio. As subvenções, em geral, acabam por viabilizar exportações do país.

Por Roberto Samora

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