1 de Agosto de 2017 / às 13:04 / em 4 meses

Indústria do Brasil desacelera em julho, mostra PMI

SÃO PAULO (Reuters) - O crescimento da indústria brasileira desacelerou em julho diante do menor volume de produção e de novos negócios, segundo a pesquisa Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta terça-fera, para o nível mais fraco desde março.

Empilhadeira carrega blocos prensados de latas de alumínio em fábrica da Noveli em Pindamonhangaba, Brasil 49/6/2015 REUTERS/Paulo Whitaker

NO mês passado, o PMI do setor apurado pelo IHS Markit foi de 50, nível indicativo de ausência de mudanças no setor e que separa contração de expansão. Em junho, o indicador havia sido de 50,5 na leitura.

O volume de produção avançou pelo quinto mês consecutivo por causa da entrada de novos trabalhos em julho, segundo o PMI, mas a taxa de crescimento foi a mais fraca desde abril.

No período, o volume de novos pedidos --maior subcomponente do PMI-- também desacelerou e igualou-se ao ponto mais lento na atual sequência de cinco messes de crescimento. A pesquisa apurou queda apenas em bens de consumo e aumento no volume de bens intermediários e de investimentos.

“A principal mensagem da última pesquisa do PMI é que o setor industrial no Brasil ainda está enfrentando obstáculos”, afirmou a economista-sênior do IHS Markit, Pollyanna De Lima, em nota.

Apesar de o volume de novos pedidos ter mostrado fraqueza, houve avanço nos pedidos de exportação, para o ritmo mais rápido desde abril de 2016, com destaque para a categoria de bens de capital.

“Uma área de força foi o desempenho das empresas brasileiras nos mercados internacionais, com os dados de julho indicando a maior recuperação da demanda externa desde abril de 2016”, afirmou Pollyanna.

O PMI também apurou que a quantidade de trabalhadores no setor continuou recuando em julho diante da necessidade dos empresários em reduzir custos. Ao todo, a indústria brasileira já soma 29 meses de corte de funcionários.

O levantamento de julho ainda capturou queda nos preços cobrados pelos fabricantes brasileiros, interrompendo sequência de 36 meses de aumento nos preços de venda. A queda da taxa foi a mais intensa desde o fim de 2009.

Também no mês passado, a confiança da indústria brasileira avançou diante da melhora das percepções dos empresários tanto da situação atual como das expectativas para o setor, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O movimento, no entanto, devolveu apenas parte da queda registrada em junho, em meio à intensa crise política que envolve o governo do presidente Michel Temer.

Por Luiz Guilherme Gerbelli

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