10 de Agosto de 2017 / às 21:01 / 2 meses atrás

Bovespa fecha em queda de 1% com tensões no exterior e cautela por situação fiscal

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista fechou em queda nesta quinta-feira, refletindo as tensões geopolíticas internacionais, em sessão marcada ainda por preocupações com a situação fiscal do país e por noticiário corporativo movimentado.

O Ibovespa fechou em queda de 1 por cento, a 66.992 pontos. O giro financeiro somou 7,39 bilhões de reais.

A Coreia do Norte reagiu aos alertas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e divulgou mais cedo planos detalhados para um ataque com mísseis perto de Guam, território norte-americano no oceano Pacífico. Já Trump subiu o tom de sua retórica contra o país asiático, dizendo que seu comentário de “fogo e fúria” pode não ter sido “forte o suficiente”.

“O mercado tem muito medo do desconhecido. Como Trump é desconhecido e o líder da Coreia do Norte também... é uma questão de incerteza mesmo”, disse o estrategista da Fator Administração de Recursos, Paulo Gala.

O cenário local também ajudou a azedar o humor, diante da preocupação em relação à situação fiscal do país. Os Ministérios do Planejamento e da Fazenda informaram nesta tarde que o governo vai retomar as conversas sobre a meta fiscal na segunda-feira e, segundo fontes informaram à Reuters, já está definido que o governo mudará as metas de déficit primário de 2017 e 2018 para 159 bilhões de reais, ante os alvos atuais de déficit de 139 bilhões e 129 bilhões de reais, respectivamente.

DESTAQUES

- ULTRAPAR ON caiu 2,63 por cento, reagindo ao resultado mais fraco do segundo trimestre, que mostrou queda de 33 por cento lucro líquido na comparação anual. Analistas do Credit Suisse cortaram a recomendação para as ações da empresa para “neutra”, ante “outperform” e reduziram também o preço-alvo.

- RUMO ON recuou 2,7 por cento, após a empresa de logística reportar prejuízo de 30,2 milhões de reais no segundo trimestre, impactado por um aumento das despesas financeiras, por maior custo da dívida e por depreciação e amortização.

- MRV ON recuou 2,12 por cento. No radar estavam os dados do segundo trimestre da empresa que, segundo analistas, não trouxeram surpresas. A empresa reportou um aumento de 2,3 por cento no lucro líquido do período, para 141 milhões de reais. No período de abril a junho, as despesas comerciais subiram 14 por cento no comparativo ano a ano, enquanto as despesas gerais e administrativas cresceram 9 por cento.

- BANCO DO BRASIL ON teve alta modesta de 0,49 por cento, tendo no radar o balanço do segundo trimestre que, segundo analistas, mostrou tendência mista. O banco reportou alta de 47 por cento no lucro líquido ajustado ante igual período do ano passado, para 2,65 bilhões de reais. No entanto, um dos pontos negativos do balanço foi o aumento do índice de inadimplência acima de 90 dias, chegando a 4,11 por cento, ante 3,89 por cento do trimestre anterior e 3,26 por cento da mesma etapa de 2016.

- ITAÚ UNIBANCO PN perdeu 1,26 por cento e BRADESCO PN cedeu 0,95 por cento, ajudando a pressionar o Ibovespa devido ao peso dessas ações em sua composição.

- PETROBRAS PN teve queda de 2,44 por cento e PETROBRAS ON perdeu 2,51 por cento, ampliando as perdas durante a tarde, conforme os preços do petróleo no mercado internacional também firmaram-se no vermelho e antes da divulgação do balanço da petroleira, que será divulgado esta noite.

- VALE PNA recuou 0,72 por cento e VALE ON teve baixa de 1,32 por cento, apesar da alta dos contratos futuros do minério de ferro na China nesta sessão.

- FIBRIA ON subiu 2,05 por cento e SUZANO PAPEL E CELULOSE PNA avançou 1,36 por cento, entre os destaques positivos do Ibovespa, em sessão de alta para o dólar ante o real e ganhando respaldo ainda do anúncio da chilena CMPC que deve estender paralisação de fábrica de celulose em Guaíba, no Rio Grande do Sul até novembro, deixando de produzir 400 mil toneladas.

- OI ON perdeu 2,19 por cento e OI PN cedeu 5,67 por cento, após a empresa de telecomunicações reportar prejuízo líquido de 3,3 bilhões de reais no segundo trimestre, ante perda de 200 milhões de reais nos três meses imediatamente anteriores e do prejuízo de 822 milhões de reais um ano antes. As ações não fazem parte do Ibovespa.

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