11 de Agosto de 2017 / às 15:17 / 3 meses atrás

Produção de açúcar na 2ª quinzena de julho vai a 3,41 mi t e atinge recorde

SÃO PAULO (Reuters) - As usinas do centro-sul do Brasil produziram na segunda metade de julho um recorde de 3,41 milhões de toneladas de açúcar para uma quinzena, na esteira de uma moagem também recorde, de acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Trator transporta cana de açúcar em plantação em Ribeirão Preto, Brasil 15/9/2016 REUTERS/Nacho Doce

O volume supera o recorde anterior, de 3,34 milhões de toneladas na segunda quinzena de agosto do ciclo 2012/13, e reflete o clima seco, que beneficiou a colheita, e o maior direcionamento de matéria-prima para fabricação do produto.

Na segunda metade do mês passado, 50,33 por cento da oferta de cana foi alocada para a fabricação de açúcar, ante 48,05 por cento um ano antes.

Paralelamente, a moagem somou 50,74 milhões de toneladas de cana por usinas e destilarias do centro-sul, 2,64 mais na comparação anual e a maior quantidade para uma única quinzena em toda a história. O recorde anterior era da segunda metade de julho de 2015, durante a safra 2015/16, com 49,66 milhões de toneladas, segundo a Unica.

O volume ficou ligeiramente acima do esperado por analistas. O açúcar bruto operava perto de uma estabilidade em Nova York, às 12:12 (horário de Brasília).

SECA PREOCUPA

A entidade ponderou, contudo, que o tempo seco de agora deve ser prejudicial para a cana que será colhida mais adiante na atual temporada 2017/18, iniciada em abril.

“A condição climática caracterizada pelo clima seco observado há quase dois meses nas principais regiões produtoras do centro-sul favoreceu a operacionalização da colheita nas últimas quinzenas, mas deve acentuar a queda de produtividade agrícola da área que será colhida nos próximos meses de safra”, afirmou a entidade.

“No início da safra, as condições climáticas e os índices registrados no campo indicavam uma recuperação da produtividade, mesmo com um canavial mais envelhecido. Essa percepção tem sido drasticamente alterada após esse período prolongado sem chuva”, acrescentou a associação.

Citando dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a Unica destacou que, de abril a julho, a retração no rendimento das plantações foi de 2,91 por cento, para 82,44 toneladas por hectare, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Quanto ao etanol, a produção atingiu na segunda quinzena de julho 2,08 bilhões de litros, praticamente estável na comparação anual, segundo a Unica.

No acumulado da temporada, a moagem de cana alcança 297,32 milhões de toneladas, 4,74 abaixo de um ano atrás.

De abril a julho, o centro-sul produziu 17,56 milhões de toneladas de açúcar (mais 3,48 por cento) e 11,57 bilhões de litros de etanol (menos 10,15 por cento).

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