9 de Outubro de 2017 / às 19:39 / em um mês

Regulador bancário da UE estabelecerá condições para negociações entre países do bloco após Brexit

(Reuters) - O órgão de regulação bancária da União Européia publicará orientações sobre novos pólos da UE e sobre riscos comerciais para os bancos do Reino Unido que procuram uma base pós-Brexit no bloco, disse seu presidente nesta segunda-feira.

Bancos em Londres estão pensando em abrir ou expandir centros na União Europeia para garantir que poderão continuar servindo clientes após o Reino Unido deixar o bloco, em março de 2019.

A diretriz servirá de apoio a um processo de realocação suave e evitará competição regulatória, disse o presidente da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês), Andrea Enria, em uma audiência no Parlamento Europeu.

“Isto inclui autorizações, aprovação de modelos internos, tratamento de terceirização, operações back-to-back e transferências de risco, assuntos relacionados a resoluções e esquemas de garantias de depósito”, disse Enria.

Espera-se que milhares de empregos no setor financeiro saiam de Londres em direção à União Europeia nos próximos anos para equipar novas unidades, uma vez que o futuro das relações entre o Reino Unido e o bloco permanecem incertas.

O setor internacional de bancos de investimentos é amplamente baseado em operações “back-to-back”, nas quais os riscos de mercado de operações com clientes em vários países são centralizados em um único centro financeiro, como Londres.

Os bancos de investimentos de Londres querem continuar usando a capital do Reino Unido para evitar uma dispendiosa duplicação, mas isto causou problemas entre reguladores de que novos centros na UE serão “caixas de correio” desprovidas de funcionários graduados.

“Nós não queremos interromper o mecanismo, mas ao mesmo tempo, queremos evitar lugares vazios”, disse Enria.

A diretriz da EBA dirá que os riscos dos clientes devem ser administrados localmente, enquanto o risco de mercado pode ser administrado pela controladora em Londres, disse Enria, acrescentando que os supervisores da UE devem ter acesso a “informações relevantes” sobre como os riscos de mercado estão sendo geridos em Londres.

Os reguladores da UE também devem insistir que os riscos de mercado sejam geridos localmente se surgirem choques de mercado, disse Enria.

Isso representa um tom mais conciliador que os comentários do Banco Central Europeu, que licencia os novos centros na zona do euro.

A diretriz será publicada nos próximos dias.

Por Huw Jones

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