19 de Outubro de 2017 / às 14:02 / em um mês

Bolsa paulista recua mais de 1% com aversão a risco e pressão de commodities

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista operava no vermelho nesta quinta-feira, com o cenário externo menos favorável a ativos de risco em sessão de pressão para ações ligadas a commodities, como Vale e Petrobras.

Às 11:52, o Ibovespa caía 1,23 por cento, a 75.645 pontos. O giro financeiro era de 1,6 bilhão de reais.

No exterior, além de queda nas commodities, a tensão entre Catalunha e o governo central da Espanha também ajuda a diminuir o apetite de investidores por ativos de maior risco.

O líder da Catalunha, Carles Puigdemont, ameaçou submeter uma declaração formal de independência ao Parlamento regional, levando o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, a anunciar que reunirá seu conselho de ministros em sessão extraordinária no sábado para iniciar os trâmites que levarão a uma intervenção prevista na Constituição espanhola sobre a autonomia da região.

Localmente, o presidente Michel Temer obteve uma vitória na noite passado, com a aprovação do parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pela rejeição da segunda denúncia contra o presidente. O parecer deve ser analisado pelo plenário da Câmara na próxima semana.

“A expectativa é que, rejeitada a nova denúncia, as atenções do Congresso se voltem às questões referentes ao ajuste fiscal, ainda que a posição do governo para dar prosseguimento à agenda de reformas pareça mais fragilizada”, escreveram analistas da corretora Coinvalores em nota a clientes.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caía 0,87 por cento e PETROBRAS ON perdia 1,2 por cento, em linha com o movimento dos preços do petróleo no mercado internacional. Também no radar estava a decisão do governo de excluir as participações da Petrobras na Braskem do Programa Nacional de Desestatização (PND). Na visão de operadores, isso deve desburocratizar o processo de venda da fatia da Petrobras na empresa. Os papéis da BRASKEM subiam 0,97 por cento, entre as poucas altas do Ibovespa.

- VALE ON perdia 1,05 por cento, após queda de mais de 3 por cento nos contratos futuros do minério de ferro na China e com a percepção inicial de que os números sobre a produção do terceiro trimestre não surpreenderam. No período, a mineradora produziu um volume recorde de minério de ferro, de 95,1 milhões de toneladas, alta de 3,3 por cento ante o mesmo período do ano passado. Para os analistas do BTG Pactual, que mantiveram recomendação neutra para os papéis da mineradora, os números vieram em linha com o esperado e não trouxeram mudança para o guidance da produção.

- CYRELA ON perdia 2,96 por cento, após divulgar os dados preliminares do terceiro trimestre que, segundo analistas da Citi Corretora, foram mistos. As vendas contratadas líquidas da empresa isoladamente subiram 32,9 por cento ante igual período do ano passado, para 554 milhões de reais. No entanto, a equipe do Citi destaca que o ganho veio principalmente por um aumento nas vendas de lançamentos, enquanto as vendas de estoques diminuíram.

- BRADESCO PN recuava 0,83 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN caía 1,04 por cento, ajudando a pressionar o Ibovespa devido ao peso desses papéis em sua composição.

Por Flavia Bohone

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