25 de Outubro de 2017 / às 17:32 / em 24 dias

Líder da Câmara dos EUA diz que plano de cortes de impostos entrou na fase mais difícil

WASHINGTON (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Paul Ryan, disse nesta quarta-feira que os planos dos republicanos para aprovar cortes de impostos estão entrando em águas turbulentas, já que lobistas corporativos tentam pressionar os parlamentares para que preservem isenções fiscais.

O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Paul Ryan, durante coletiva de imprensa em Washington, nos Estados Unidos 13/09/2017 REUTERS/Yuri Gripas

Em entrevista à Reuters, Ryan pediu que o Congresso aja logo para aprovar a legislação tributária, dizendo que o país precisa de um crescimento econômico mais rápido logo, e que o esforço de reforma começará a enfrentar seus desafios mais duros.

Os lobistas, comumente chamados de “Rua K” devido à rua homônima do centro de Washington que abriga muitas empresas de lobby, logo infestarão o Capitólio para defender isenções fiscais para grupos de interesses especiais, afirmou Ryan, o republicano mais graduado do Congresso.

“Quando os detalhes chegarem é que vocês verão a Rua K vindo ao Congresso. E é por isso que isto não foi feito em 31 anos”, disse Ryan, referindo-se às últimas grandes mudanças nos impostos adotadas em 1986 no governo do então presidente Ronald Reagan.

Embora os parâmetros gerais da proposta tributária já tenham vindo a público, a legislação detalhada só deve ser revelada na semana que vem.

Garantir a aprovação do Congresso ao plano de cortes de impostos daria ao presidente Donald Trump sua primeira grande vitória legislativa desde que tomou posse em janeiro. Os republicanos controlam a Casa Branca e as duas câmaras congressuais e estão sendo pressionados a cumprir suas promessas de campanha.

Um elemento central do plano de Trump é reduzir a taxa de imposto de renda corporativo de 35 para 20 por cento.

Os democratas pintaram o plano fiscal como um presente aos ricos e às grandes corporações dos EUA que elevaria muito o déficit e aumentaria a dívida nacional de 20 trilhões de dólares.

Ryan se referiu à prática de rafting em águas turbulentas para descrever como o esforço de reforma fiscal está entrando em sua fase mais difícil.

Ele exortou o Congresso a aprovar a legislação tributária rapidamente para garantir o que disse que será o crescimento econômico resultante e minimizou os temores de que os cortes de impostos ampliarão o déficit federal.

“Realmente temos uma sensação de urgência. Queremos que o crescimento econômico se aplique a todos, queremos que os contribuintes da classe média finalmente tenham uma folga”, disse.

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