26 de Outubro de 2017 / às 20:19 / em um mês

Temer precisa ouvir líderes, que demandam reforma ministerial, diz Maia ao UOL

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira, em entrevista ao portal UOL, que o presidente Michel Temer precisa reorganizar sua base, após a rejeição da denúncia contra ele e dois ministros, e ouvir as lideranças partidárias, que demandam mudanças no primeiro escalão do governo.

O presidente brasileiro Michel Temer (à direita) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante cerimônio no Palácio do Planalto, em Brasília 26/10/2017 REUTERS/Adriano Machado

O deputado disse ter ouvido de deputados que é necessário um rearranjo de forças na estrutura ministerial para ajustar a base e consolidá-la a ponto de aprovar matérias polêmicas de interesse do governo, como a reforma da Previdência e os projetos que complementam a lei orçamentária para o próximo ano.

“Tem muitos partidos demandando isso, de fato alguns resultados sinalizam isso”, disse o presidente da Câmara ao blog do Josias, ao ser questionado sobre a possibilidade de uma reforma ministerial no pós denúncia.

“Pelo que a gente ouve dos líderes, acho que o presidente tem que chamá-los e entender o que cada um está pensando”, afirmou.

Na véspera, o Planalto conseguiu barrar a segunda denúncia contra o presidente e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, mas os 251 votos obtidos não ultrapassam nem a metade do total de 513 deputados do plenário, indicando um enfraquecimento do governo.

“Tanto a Previdência quanto esses projetos que o governo vai encaminhar nos próximos dias para compor o orçamento de 2018 sem precisar aumentar o déficit público, a meta, a cima do que está apresentado, eles são polêmicos”, comentou Maia.

“Mesmo sendo por maioria simples (a aprovação), o governo para conseguir colocar em votação na Câmara, no plenário, vai precisar repensar sua base... e ver de que forma ele garante uma maioria para a aprovação desses temas.”

Aliados argumentam que não se pode considerar apenas os votos contrários à denúncia para avaliar a força do governo, e calculam que os 25 ausentes também engrossam o coro dos que não votaram pelo prosseguimento da investigação contra o presidente e seus dois ministros.

Mais cedo, Maia conversou, em encontros separados, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, sobre a pauta a ser tocada na Câmara no pós denúncia.

O presidente da Câmara tem demonstrado a intenção de assumir um protagonismo na condução de agendas prioritárias na Casa, tendo como foco principal temas econômicos.

 (Por Maria Carolina Marcello) 

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