27 de Outubro de 2017 / às 15:00 / um mês atrás

Dólar amplia queda sobre real com correção e Fed, mas temor com agenda econômica continua

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar ampliou a queda nesta sexta-feira, após subir e bater o patamar de 3,30 reais, com movimento de correção e algum alívio nos temores de mais altas de juros nos Estados Unidos diante da sucessão no Federal Reserve, banco central do país.

Notas de dólar são vistas em foto ilustrativa 16/6/2017 REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

No entanto, permanecia o ceticismo do mercado sobre a capacidade do governo Michel Temer de dar continuidade à agenda econômica, em especial a reforma da Previdência, no Congresso Nacional.

Às 12:56, o dólar tinha queda de 0,51 por cento, a 3,2680 reais na venda, depois de bater 3,3034 reais na máxima do dia e 3,2635 reais na mínima. O dólar futuro era negociado com baixa de cerca de 0,65 por cento.

“A notícia de que Powell lidera na preferência de Trump... ameniza o humor dos investidores”, afirmou o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

A Bloomberg News noticiou, citando três fontes não identificadas, que o presidente Donald Trump estaria inclinado a indicar o diretor do Fed Jerome Powell como próximo chair do Fed, no lugar de Janet Yellen, cujo mandato acaba em fevereiro.

Powell tem perfil menos conservador do que o economista da Universidade de Stanford John Taylor, que também faz parte da lista de Trump e chegou a ser apontado como seu favorito, alimentando temores de que o Fed poderia elevar os juros mais do que o esperado pelos analistas. Trump já disse que deve fazer sua escolha nos próximos dias.

Taxas mais elevadas nos EUA tendem a atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outros mercados ao redor do mundo, o que pode resultar em fluxo de saída de capitais do Brasil.

O dólar avançava cerca de 0,30 por cento contra uma cesta de moedas, mas passou a cair frente a algumas divisas de países emergentes, como o peso mexicano.

Segundo operadores, também houve fluxo de entrada de investidores estrangeiros no meio da manhã, aproveitando as altas cotações dos últimos dias, o que acabou ajudando no movimento de correção.

Ainda assim, a cautela predominava depois que a Câmara dos Deputados rejeitou a segunda denúncia contra Temer na quarta-feira, mas o placar abaixo do esperado pelo governo indicou que o Planalto deve encontrar dificuldades para tocar sua agenda.

Líderes ouvidos pela Reuters admitem que o governo vai ter que redimensionar o tamanho da base e renegociar a agenda a ser votada. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu enxugar a reforma previdenciária em tramitação e tentar restringi-la quanto à adoção da idade mínima para a aposentadoria.

“Não vemos melhora no cenário da reforma (da Previdência). Por isso, o lado fiscal preocupa muito”, afirmou o operador do Banco Paulista, Alberto Felix.

Desde meados de julho, a moeda norte-americana vinha sendo negociada basicamente numa banda entre 3,15 e 3,20 reais. Mas, entre o último dia 19 e a véspera, ela saltou 3,78 por cento, já com ceticismo sobre a cena política.

Por Thaís Freitas

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below