27 de Outubro de 2017 / às 15:40 / em 24 dias

Governo não sabe se poderá aprovar integralmente relatório da reforma da Previdência, diz Moreira Franco

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo do presidente Michel Temer não tem certeza de que conseguirá aprovar integralmente no Congresso o relatório sobre a reforma da Previdência elaborado por uma comissão especial de parlamentares, disse nesta sexta-feira o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, durante cerimônia em Brasília 05/09/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

O ministro, que apontou as alterações previdenciárias como fundamentais para o ajuste das contas públicas, disse ainda que o governo já retomou as negociações da reforma da Previdência logo após a rejeição pela Câmara dos Deputados da segunda denúncia criminal contra Temer.

“O governo deu demonstração de muita vitalidade na votação... o governo tem muito espaço para conversar e buscar no Congresso um ambiente para aprovação para a reforma da Previdência”, disse ele a jornalistas durante leilão de campos de petróleo no Rio de Janeiro.

Além de defender a reforma como necessária para o equilíbrio fiscal, Moreira também afirmou que as alterações são importantes para acabar com os privilégios de alguns setores, ao mesmo tempo que reconheceu ser difícil prever qual reforma pode ser aprovada.

“O relator já começou a conversar com as lideranças na Câmara para garantir o fim de privilégios na sociedade. Queremos aprovar neste ano. Agora, 100 por cento do relatório, só a Mãe Dinah. Vamos conversar para obter bons resultados”, disse.

A segunda denúncia criminal contra Temer, que acusava o presidente de organização criminosa e obstrução da Justiça e também atingia Moreira e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, imputando-lhes o crime de organização criminosa, foi rejeitada na Câmara nesta semana por 251 votos a 233.

O número de votos conquistado pelo governo na votação da segunda denúncia ficou abaixo dos 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda as regras previdenciárias.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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