30 de Outubro de 2017 / às 19:52 / em 21 dias

Petrobras avança em redução de acidentes e terá meta mais ambiciosa em novo plano

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras terá uma meta de redução de acidentes para 2018 mais ambiciosa na nova versão do Plano de Negócios e Gestão, previsto para novembro, devido a um resultado melhor do que o esperado no último ano, afirmou à Reuters o diretor-executivo de Assuntos Corporativos, Hugo Repsold.

A redução do número de acidentados, questão que vem sendo destacada pela atual administração da Petrobras, inclui um trabalho mais forte em manutenção de equipamentos e evita perdas de toda ordem para a empresa, além de zelar pela vida dos trabalhadores.

No novo objetivo, segundo o executivo, a petroleira estatal deverá buscar uma Taxa de Acidentados Registráveis por milhão de homens-hora (TAR) menor do que a média global da indústria de petróleo, de 1 TAR.

O atual plano 2017-2021 previa uma redução de 36 por cento da Taxa de Acidentados Registráveis por milhão de homens-hora (TAR) de 2,2 em 2015 para 1,4 em 2018.

No entanto, segundo Repsold, a petroleira já alcançou, neste ano, níveis de TAR abaixo do previsto devido a uma forte campanha interna de conscientização para mudança de hábitos, procedimentos e até cultura dos funcionários.

“A gente já está melhor neste ano do que estava prevendo para o ano que vem... devemos chegar ao fim do ano, se nada acontecer, perto de 1 TAR”, afirmou o executivo.

“Eu, como gestor, não poderia aceitar, depois disso, um aumento para o ano que vem. Vamos trazer a meta de topo para baixo. Vamos ver se conseguimos reduzir um pouco. Reduzir de 2,2 para 1 representa evitar 500 pessoas acidentadas.”

Repsold destacou que são considerados acidentes desde pequenas ocorrências, como escoriações, até a morte. Dessa forma, o resultado do trabalho que vem sendo implementado é difícil de mensurar.

Para o executivo, o objetivo final da companhia sempre será zerar a taxa de acidentados registráveis.

“Temos quatro pilares para isso, sendo dois mais importantes, que são segurança de processo, ou seja, manutenção em dia, e o segundo é comportamental. Todo mundo tem que ter uma atitude e compreender melhor onde se está. É mudar procedimento e cultura”, afirmou Repsold.

“Trazer para zero é objetivo, é isso que ambicionamos.”

CONCURSOS

Repsold afirmou recentemente a jornalistas que o plano de negócios da Petrobras vai incluir, a partir da nova versão em novembro, um programa batizado de Planejamento da Força de Trabalho (Plafor), que vai ser a diretriz de futuras contratações para atender as demandas da companhia.

Em entrevista à Reuters na semana passada, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que, fora a revisão das metas de segurança, o novo plano não terá mudanças radicais em seus objetivos.

Atualmente, a Petrobras tem um ousado plano de venda de ativos de 21 bilhões de dólares para o biênio 2017/2018, que deve contribuir para a redução de quadros e realocação de funcionários.

Na semana passada, Repsold disse a jornalistas que os futuros concursos da Petrobras abrirão no máximo cem vagas na empresa por ano e frisou que “nunca mais” haverá contratações de cerca de 2 mil pessoas como aconteceram no passado, uma vez que a companhia tem adotado uma disciplina financeira mais rigorosa.

A Petrobras conta com cerca de 50 mil empregados atualmente (controladora) --contando toda a holding, esse patamar sobe para aproximadamente 70 mil pessoas.

Por Rodrigo Viga Gaier e Marta Nogueira

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