31 de Outubro de 2017 / às 10:28 / em 20 dias

Confiança da Indústria no Brasil sobe em outubro ao melhor nível desde 2014, diz FGV

SÃO PAULO (Reuters) - A melhora da avaliação sobre a situação atual levou a confiança da indústria brasileira em outubro ao maior patamar desde abril de 2014, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Visão geral da refinaria da Petrobras em Paulínia 01/07/2017 REUTERS/Paulo Whitaker

O Índice da Confiança da Indústria (ICI) teve alta de 2,6 pontos e chegou a 95,4 pontos em outubro, o nível mais alto desde os 97,0 pontos de abril de 2014.

“ Um sinal de que a retomada de crescimento do setor vem ganhando consistência é a expressiva melhora das avaliações sobre a situação presente nos últimos meses”, afirmou a coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE, Tabi Thuler Santos, em nota.

Os dados da FGV mostraram que o Índice da Situação Atual (ISA) foi o principal responsável pela melhora da confiança ao subir 4,9 pontos e chegar a 95,5 pontos, uma alta que se

estendeu a 14 dos 19 segmentos.

Dentro do ISA, a FGV destacou que a percepção sobre a situação atual dos negócios alcançou 94,5 pontos, 7,1 pontos acima do resultado de setembro, a maior alta desde dezembro de 2005.

Já o Índice de Expectativas (IE) avançou apenas 0,3 ponto, indo a 95,2 pontos, com alta em 7 dos 19 segmentos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiu 0,4 ponto percentual em outubro, alcançando 74,3 por cento. De acordo com Thabi, o nível de utilização da capacidade continua muito baixo e com perspectivas incertas, “uma vez que o cenário é de recuperação lenta e sujeita aos riscos do ambiente político”.

O resultado do ICI ficou acima do que foi apontado pela sua prévia, que apontava 94,7 pontos em outubro.

Os dados acompanham a melhora em outros setores, como a confiança de serviços também divulgada nesta terça-feira.

A indústria brasileira encolheu inesperadamente 0,8 por cento em agosto, interrompendo quatro meses seguidos de alta segundo os dados do IBGE, mas o movimento não tende a atrapalhar o ritmo de recuperação do setor, o que é reforçado pela melhora contínua da confiança.

Por Thaís Freitas

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