November 1, 2017 / 5:49 PM / 4 months ago

Argentina quer vender participações do governo em companhias de energia

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina planeja vender participações do governo em diversas companhias de geração e distribuição de energia, disse o Ministério de Energia em um decreto publicado no Diário Oficial do governo nesta quarta-feira.

As vendas, que deverão ser realizadas por meio de processos de licitação ao longo dos próximos anos a partir de 2018, poderão arrecadar pelo menos 1 bilhão de dólares para ajudar a financiar projetos de infraestrutura, segundo uma fonte do ministério que pediu para não ser identificada.

A medida ocorre apenas uma semana após a coalizão do presidente Mauricio Macri levar a vitória nas eleições legislativas do meio do mandato, dando ao seu governo uma dose de otimismo para aprofundar sua agenda de reformas favoráveis aos negócios.

Desde que assumiu o cargo em 2015, Macri retirou políticas intervencionistas colocadas por sua antecessora populista Cristina Kirchner, como a eliminação de controles cambiais e a retirada de taxas de exportação sobre grãos.

Mas até o momento, Macri passou longe de vendas de companhias estatais.

Sob o governo de Kirchner e seu já falecido marido e antecessor Nestor Kirchner, o Estado assumiu o controle de uma série de companhias, incluindo a petroleira YPF e a principal companhia aérea Aerolineas Argentinas, após uma onda de privatizações na década de 1990.

O decreto publicado nesta quarta-feira autoriza o ministério a vender suas participações na geradora termelétrica Central Termica Guemes, na geradora térmica e hidrelétrica Central Puerto e quatro outras companhias de geração e distribuição de energia que não estão listadas.

Para vender os ativos, o ministério irá combinar duas companhias estatais em uma nova entidade chamada Integracion Energetica Argentina, que absorverá as ações, segundo o decreto. Essa companhia será responsável por grandes projetos de infraestrutura energética que estão em andamento, incluindo duas barragens na Patagônia e quatro gasodutos.

Por Luc Cohen e Hernan Nessi

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