1 de Novembro de 2017 / às 19:29 / em 17 dias

Atraso nas chuvas leva FCStone a cortar levemente safra de soja 2017/18 no Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - A INTL FCStone reduziu levemente nesta quarta-feira sua estimativa de produção de soja pelo Brasil na safra 2017/18, em fase de plantio, para 106,07 milhões de toneladas, dadas as adversidades climáticas em regiões produtoras do país ao longo das últimas semanas, em especial o atraso nas chuvas.

Plantação de soja em Barreiras, no Estado da Bahia, Brasil 19/03/2017 REUTERS/Roberto Samora

A nova estimativa representa queda de 0,6 por cento ante a previsão de outubro, de 106,73 milhões de toneladas.

Caso se confirme, o volume também será menor que o recorde de 114,07 milhões de toneladas de 2016/17.

O recuo na estimativa para a soja decorre de uma revisão na produtividade esperada, para 3,03 toneladas por hectare, de 3,05 t/ha anteriormente, enquanto a área plantada foi mantida em quase 35 milhões de hectares.

O atraso das chuvas no início do plantio, principalmente nas regiões central e norte do país, teve impacto sobre os trabalhos de semeadura no campo, afirmou a consultoria, acrescentando que o regime de chuvas só está se regularizando agora.

“Mesmo que esse atraso inicial não signifique que vá haver alguma quebra, já há produtores que não esperam a mesma produtividade do cenário sem atrasos”, disse a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, em nota.

MILHO

O clima também pode ter impactos sobre o milho de primeira safra, colhido no verão, apontou a consultoria.

A expectativa da consultoria para o grão é de produção de 23,65 milhões de toneladas na primeira safra, ante 30,46 milhões de toneladas em 2016/17.

A nova estimativa representa também uma queda de 1,7 por cento na comparação com a estimativa de outubro, de 24,05 milhões de toneladas.

Em seu relatório de novembro, a consultoria reduziu a estimativa para a área plantada com milho para 4,88 milhões de hectares na primeira safra, ante projeção de 4,93 milhões de hectares em outubro.

A produtividade também foi revisada para 4,84 toneladas por hectare, ante estimativa anterior de 4,87 tonelada por hectare em outubro.

Por José Roberto Gomes e Laís Martins

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