8 de Novembro de 2017 / às 18:21 / em 15 dias

UE propõe créditos e multas para impulsionar produção de carros com baixa emissão

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia propôs metas de emissões para veículos mais duras nesta quarta-feira, incluindo um sistema de crédito para encorajar as montadoras a lançarem veículos elétricos, além de multas para punir quem exceder os limites de emissão de dióxido de carbono.

Mas o plano enfrenta dura oposição de países com grandes indústrias automotivas, e o ministro alemão de Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, alertou na terça-feira que regras de emissões mais rígidas podem impactar negativamente o crescimento econômico e o emprego.

A proposta da Comissão Europeia visa limitar as emissões de gases de efeito estufa no transporte como parte de uma diretriz para reduzir as emissões em pelo menos 40 por cento até 2030 ante os níveis de 1990.

O órgão executivo da União Europeia está interessado em legislações que estimulem a indústria europeia a desenvolver veículos elétricos, por medo de ficar para trás em relação a China, Japão, Estados Unidos.

“A competição está aqui”, disse o vice-presidente da Comissão, Maros Sefcovic, citando o uso de carros elétricos chineses por empresas de táxis de Bruxelas. “O carro foi inventado na Europa e acredito que deveria ser reinventado aqui.”

A proposta pede uma redução de 30 por cento em média na emissão de carbono nas frotas das montadores até 2030, ante os níveis de 2021. Ela também estabelece uma meta provisória de uma redução de 15 por cento até 2025 para ajudar a garantir que as montadoras comecem a investir mais cedo.

Se violarem as novas regras, as montadoras, de acordo com a proposta, vão enfrentar potenciais multas de milhões de euros, com as penalidades estabelecidas em 95 euros para cada grama de CO2 acima do limite para cada novo veículo registrado no ano.

Em uma antecipação das duras negociações com os países-membros do bloco e o parlamento europeu, as montadoras consideraram as propostas ambiciosas demais, enquanto os ativistas ambientais e dos direitos dos consumidores disseram que não avançaram tanto como deveriam.

Por Alissa de Carbonnel; reportagem adicional por Julia Fioretti

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