8 de Novembro de 2017 / às 18:26 / em 12 dias

MRV vê espaço para elevar margens em 2018 com possível reajuste em preços de imóveis

SÃO PAULO (Reuters) - A MRV vê espaço para melhorar ainda mais as margens a partir do ano que vem, à medida que a recuperação gradual da economia abre uma janela para possíveis aumentos de preços, o que deve corroborar os esforços da empresa para eficiência de custos, disseram nesta quarta-feira executivos da maior construtora de imóveis econômicos do país.

A recessão dos últimos anos levou a empresa a segurar os preços para fomentar a demanda pelas unidades. No acumulado de janeiro a setembro, o preço médio de imóveis contratados foi de 150 mil reais, 2,7 por cento menor ante o mesmo período de 2016.

“Tivemos um outubro fortíssimo tanto em lançamentos quanto em vendas, estamos otimistas e animados com o quarto trimestre, principalmente, com 2018”, disse o copresidente da MRV, Eduardo Fischer, em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados do terceiro trimestre.

Fischer e os demais executivos da empresa ressaltaram que a companhia seguirá focada em elevar os lançamentos e as vendas, citando chance “razoável” de atingir a marca de 50 mil unidades por ano até o fim de 2018.

“Queremos aumentar os lançamentos porque vemos capacidade no sistema para financiar os clientes”, comentou o copresidente, Rafael Menin. Como parte da estratégia, a empresa deve manter a geração de caixa direcionada à compra de terrenos, de acordo com os executivos.

Questionados sobre a atuação da Caixa Econômica Federal em financiamentos imobiliários, eles saudaram a decisão do banco de concentrar as operações de crédito para famílias com renda de até 4 mil reais.

“A renda média do nosso cliente fica um pouco abaixo de 3 mil reais, então isso não afeta o core das operações”, afirmou Fischer, minimizando ainda as preocupações citadas por analistas sobre ajustes que vêm sendo feitos pela Caixa para atender a regras de capital mais rigorosas contidas em Basileia III.

“Estamos gastando energia para entender e endereçar essas questões... Vemos positivamente o que vem sendo discutido sobre a Basileia da Caixa, mas eventualmente haverá ruído de curto prazo”, disseram Fischer e Menin.

Em relação ao Banco do Brasil, o segundo principal parceiro da MRV depois da Caixa, os executivos citaram uma desaceleração das operações desde que a instituição iniciou um processo de redimensionamento do crédito imobiliário.

“Mas trabalhamos com eles em novos produtos para nosso segmento e essa parceria pode voltar a ganhar importância”, contou Fischer.

Às 12:59, as ações da MRV subiam 0,94 por cento, cotadas a 12,87 reais.

Na véspera, a construtora reportou crescimento de quase 35 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre, para 202 milhões de reais, apoiada em margens melhores, receita líquida recorde e ganho extraordinário com a capitalização de sua controlada, a Log Commercial Properties.

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